Cientista compara dois tipos do novo coronavírus. Foto: Aitor Diago/Getty Images

Você já ouviu falar da variante delta? Essa mutação do novo coronavírus, que está sendo estudada e monitorada, tem chamado a atenção do mundo todo por ser mais contagiosa do que o vírus original.

Apesar de ter sido encontrada pela primeira vez na Índia, em outubro de 2020, ela já está presente em 104 países, incluindo o Brasil. A variante delta desenvolve sintomas diferentes entre os infectados, como mais dores de cabeça e menos tosses. 

De acordo com um levantamento realizado pela CNN, o Brasil tem 20 casos registrados da variante e duas mortes confirmadas. O Paraná é o estado com mais casos (sete confirmados) e o Maranhão foi o primeiro a registrar a variante em solo brasileiro.

“Novas variantes são esperadas. Isso é o que vírus fazem”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde) durante uma coletiva de imprensa. “É simples: mais transmissão, mais variantes. Menos transmissão, menos variantes”, explicou.

Apesar de exigir cuidados (como usar máscaras, seguir o distanciamento social e lavar as mãos ao chegar em casa), a delta não é motivo para desespero. Até o momento, as vacinas contra a covid-19 disponíveis se mostraram eficazes para conter a variante.

O que é a mutação de um vírus?

Mutações surgem durante o processo de reprodução do vírus, em que ele está fazendo cópias de si mesmo. Em uma dessas cópias, o vírus pode cometer um erro em seu genoma (partes que o formam). Esse erro vai se replicar nas próximas cópias, fazendo com que se transforme em algo diferente. É como se, ao fazer a cópia de uma folha de papel, você borrasse a folha e, então, fizessem cópias do papel borrado (e não do original).

Trata-se de um processo natural — diversas mutações do novo coronavírus já foram encontradas desde que a pandemia começou. Clique aqui para relembrar outra mutação do novo coronavírus, identificada na Espanha.

Fontes: BBC, BBC, CNN e OMS.

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