#pracegover: Imagem de um livro aberto sobre uma mesa. Crédito de imagem: GettyImages

A sexta edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) tem 1.160 palavras novas. A pandemia é responsável por cerca de 5% delas: são 65 verbetes relacionados à crise do novo coronavírus, incluindo termos em inglês. É o caso de “covid-19”, “home office” e “lockdown”. Outros verbetes ligados à pandemia ficaram de fora da obra, que reúne um total de 382 mil palavras. “Coronaplauso” (palmas durante a quarentena em agradecimento aos trabalhadores da saúde) e “coronababy” (bebê nascido na pandemia) são alguns deles.

A nova edição dessa espécie de dicionário, que lista as palavras sem dar o significado, foi lançada em julho e está disponível no site da Academia Brasileira de Letras (ABL) e por aplicativo. A edição anterior era de 2009.

Escolha
Para entrar no Volp, é preciso que o verbete atenda a uma série de critérios. Primeiro, a expressão deve traduzir com eficiência a ideia que quer passar. Segundo, tem que ser realmente nova, ou seja, não podem existir termos antigos que transmitam melhor o conceito expressado por ela. Também é importante o quanto o vocábulo é usado na sociedade e sua inclusão em textos acadêmicos, jornalísticos e oficiais.

Outro exemplo que ficou de fora do Volp é “covidivórcio” (separação de casais na pandemia). O termo entrou no dicionário da Real Academia Española, mas, segundo a equipe da ABL, teve pouca ou nenhuma repercussão por aqui.

O que é a ABL?
Inaugurada em 20 de julho de 1897, com sede no Rio de Janeiro, a instituição literária teve o escritor Machado de Assis (1839-1908) como um dos fundadores. É composta por 40 membros e tem como objetivo cultivar a língua e a literatura nacional.

O que é o VOLP?
A obra reúne, oficialmente, o vocabulário da língua portuguesa no Brasil. Diferentemente dos dicionários comuns, não inclui o significado das palavras, apenas a grafia correta, a classificação e o gênero de cada uma.

Glossário

Infodemia: quantidade excessiva de informações sobre determinado tema que podem ser verdadeiras ou falsas e que se espalham com rapidez. Nomofobia: medo de ficar sem celular ou outros dispositivos, como computador e tablet.
Trabalhador essencial: profissional autorizado pelo governo a continuar trabalhando em fases de restrição de circulação de pessoas na pandemia pela importância de sua função.

Fontes: ABL e O Globo.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 176 do jornal Joca.

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