Foto: Venilton Kuchler/ ANPr (08/12/2015)

A USP anunciou a criação de um teste eficaz para detectar se uma pessoa já contraiu o zika vírus no passado, o novo teste irá possibilitar um mapeamento maior da situação do país em relação a crise de infecção pelo vírus.

Teste de Zika (Foto iStock)

Por meio de técnicas de biologia molecular, eles desenvolveram uma proteína que só reage com anticorpos produzidos pelo organismo que foi infectado pelo vírus da zika.

A inovação é importante porque os exames atuais só detectavam o vírus quando ele estava ativo no corpo, o que só é possível nos dias de infecção, ou dão resultados errados.

O novo teste é eficaz e tem baixo custo, diferente dos testes já disponíveis.

O teste já foi distribuído para os laboratórios do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e da Fiocruz. E, em breve, será produzido em larga escala pelo Instituto Butantan. A técnica já é bastante utilizada nos laboratórios públicos. “Os profissionais já sabem aplicar esse teste, por isso, é fácil de ser distribuído na rede pública”, conta.

O único teste que diagnostica o zika, até o momento, era o PCR (Reação em Cadeia da Polimerase, na sigla em inglês), que só detecta o vírus enquanto ele está ativo e portanto só é eficiente para dizer se a pessoa estava naquele momento com a doença.

O problema é que a maioria das pessoas que pegam zika não tem sintomas (4 em cada 5). Assim, era impossível, saber quantas pessoas no Brasil tiveram a doença desde o ano passado.

O fato é comemorado pelos cientistas, já que os dois outros testes sorológicos davam muitos resultados falsos.

Os vírus da zika, dengue e chikungunya são muito parecidos. Por isso, às vezes se reconhecem os anticorpos como sendo de um e na verdade é do outro, ou seja, existe uma relação cruzada

 

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