Após 13 anos, missão brasileira no Haiti está próxima do fim Foto: Agência Brasil

Os últimos 978 militares brasileiros que estavam na Missão de Paz no Haiti se preparam para retornar ao Brasil.

Depois de anos ajudando o país mais pobre das Américas e um dos mais carentes do mundo, que ainda sofreu com fortes terremotos e furacões deixando milhares de mortos e desabrigados, os militares saem da ilha, esperando que o povo haitiano viva tempos melhores.

Desde 2004, quando foi escolhido para liderar a missão formada por tropas de 16 países, o Brasil enviou ao Haiti cerca de 37 mil militares.

O Brasil enviou ao Haiti mais de 37 mil militares Foto: Sumaia Villela/Arquivo/Agência Brasil

Em janeiro de 2010, quando o Haiti foi devastado por um terremoto de 7 graus na escala Richter, a situação humanitária se agravou e a ajuda internacional se tornou ainda mais necessária. Mais de 220 mil pessoas morreram, entre elas a médica brasileira Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e o diplomata brasileiro Luiz Carlos da Costa, vice-chefe da missão de paz da ONU.

Cerca de 300 mil pessoas ficaram feridas e mais de 1,5 milhão de haitianos ficaram desabrigados. Em meio à destruição, uma epidemia de cólera se alastrou entre a população, provocando uma nova onda de violência que precisou ser contida com o uso da força.

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Em outubro de 2016, o país foi atingido pelo Furacão Matthew, que afetou cerca de 2 milhões de pessoas, matando centenas delas. O furacão também destruiu sistemas de água e esgoto recém-construídos, provocando inundações e agravando os problemas de saúde pública.

A tropa brasileira ajudou a desobstruir estradas bloqueadas, levar água, comida e medicamentos à população de comunidades isoladas, bem como na reconstrução de casas e da infraestrutura afetada.

De acordo com o Ministério da Defesa, a previsão é encerrar as operações de manutenção da lei e da ordem até o dia 1º de setembro

Para o comandante do esquadrão de fuzileiros, capitão Daniel Nicolini de Oliveira, a participação brasileira no Haiti deixa o sentimento de dever cumprido, mas também a apreensão pela responsabilidade de que os resultados positivos da missão sejam mantidos.

“Hoje, ao andarmos pelo Haiti, constatamos o quanto a Minustah ajudou o país. A expectativa de retornar ao Brasil e rever a todos os que nos apoiaram e que torcem por nós é grande. Assim como é grande a responsabilidade de desmobilizarmos o batalhão e repatriarmos todo o material brasileiro, o que demanda uma logística muito grande”, comentou o capitão, convencido de que o efetivo brasileiro “somou positivamente para com a missão da ONU”.

 

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