O Joca conversou com crianças e adolescentes do Brasil e do mundo para saber o que eles pensam sobre a covid-19, doença provocada pelo vírus. Confira.

BRASIL

“Meus cuidados higiênicos mudaram bastante. O contato com as pessoas mudou, principalmente a maneira de cumprimentá-las, e a frequência com que lavo as mãos aumentou muito. Ainda estou tendo aulas normais, mas não sei por quanto tempo. Acho que precisamos ter medo do coronavírus porque, mesmo que na minha idade o risco seja menor, podemos transmitir para os mais velhos.” Luisa F., 12 anos, Porto Alegre (RS)

“Na escola, fizeram uma apresentação sobre o coronavírus e fizemos perguntas. Colocaram álcool em gel nas saídas de todas as salas de aula e nos banheiros e espalharam panfletos sobre o coronavírus nos corredores. Estou lavando as mãos muito bem, passando álcool em gel e evitando lugares que tenham aglomeração de pessoas.” Ana Júlia A., 12 anos, Curitiba (PR)

“Atualmente, eu estou tentando ter mais cuidado com a higiene. Minha escola não fechou, mas, se fechar, vamos ter aulas on-line. Estou tomando todos os cuidados que são precisos. Para mim, é preciso ter cuidado com o vírus, mas não precisa ficar muito assustado e mudar toda a rotina.” Lucas S., 12 anos, Joinville (SC)

“Eu tenho que ser mais cuidadoso por causa do vírus. Ainda estou tendo aulas normais e posso sair de casa, mas sei que é para ter cuidado. Na minha escola, falaram para não frequentar lugares muito movimentados. Acho que não precisamos ter medo do coronavírus.” Lucca B., 12 anos, Joinville (SC)

A minha professora de ciências falou que limpar a mão com sabão é melhor do que usar álcool em gel. Ela pegou tinta neon e passou um pouco na nossa mão. Depois, passou luz negra na nossa mão. A gente viu que a tinta estava ali. Passamos álcool em gel na mão e quando ela colocou a luz negra de novo, deu para ver que a tinta quase não tinha saído. Quando lavamos a mão com bastante água e sabão, quase não tinha mais tinta. Então é melhor usar água e sabão do que álcool em gel.” Ryan P., Porto Alegre (RS)

“A escola onde estudo teve as aulas suspensas em 9 de março por causa de um caso confirmado. Eu estou em uma lista de alunos que só pode voltar em 23 de março, por ter tido contato com o aluno infectado. Fiz teste e deu negativo. Estamos tendo aulas on-line. Pessoalmente, eu gostei do método, mas acho que a falta de interação com o professor pode prejudicar alguns alunos. É interessante dar essa autonomia para o estudante e alguns vão se aprimorar com isso. Mas outros podem ficar estressados ou deixar tudo para a última hora.” Eduardo V., 14 anos, São Paulo (SP)

“Em Manaus, o uso do álcool em gel se tornou mais frequente. Por enquanto, não temos a necessidade de ficar em quarentena, mas, se ficássemos, teríamos que estudar sozinhos, somente com livros, sem a explicação dos professores. Nas férias, não poderemos visitar os parentes. Sentirei muita falta da minha avó.” Bruno M., 14 anos, Manaus (AM)

“O vírus ainda não chegou ao meu estado. Continuamos tendo aula e, até agora, a escola não tomou nenhuma providência, nem falaram para os alunos sobre as prevenções contra o vírus. Algumas crianças estão andando de máscara. Na minha turma, ninguém está se prevenindo. O máximo que fazem é usar álcool em gel.” Lara C., 14 anos, Rio Branco (AC)

“A minha escola fechou hoje e pela manhã estudei on-line. Achei difícil estudar sem os meus professores e colegas, mas espero me acostumar logo. Não estou visitando meus avós para não colocá-los em risco, nem estou saindo de casa. Acho que não precisamos entrar em pânico. É só tomar os cuidados necessários e seguir as recomendações das autoridades.” Fernanda B., 9 anos, Salvador (BA)

“Minha rotina mudou bastante, antes eu saía muito, mas agora fico em casa e só saio para ir à escola e ter aulas de piano. Ainda estou tendo aulas normalmente, mas minha professora falou que devemos evitar lugares com grande movimentação de pessoas, passar álcool em gel e lavar as mãos frequentemente. Eu quero que achem a cura para eu poder sair de casa para brincar novamente com meus amigos e ir ao shopping.” Catarina C, 8 anos,  São Luís (MA)

“Estou com tosse e dor de garganta e, por segurança, não visitei a minha avó no fim de semana, porque ela faz parte do grupo de risco (é idosa). Teve uma suspeita de coronavírus na minha escola, mas a pessoa fez o teste e deu negativo. Para evitar o vírus, estou tomando alguns cuidados: lavar as mãos, não colocar a mão na boca e nos olhos, não dividir objetos ou comida com meus amigos e proteger a boca ao espirrar ou tossir.” João, 11 anos, Recife (PE)

“Não estou tendo aulas normais, já que houve um decreto [do Distrito Federal] que fechou as escolas. Estou estudando em casa, fazendo os trabalhos que os professores mandaram. Agora, estou evitando tocar em objetos públicos, lavando as mãos com frequência, passando álcool e evitando levar as mãos ao rosto. Se seguirmos as orientações dos profissionais de saúde, estaremos seguros.” Maria Luiza C., 12 anos, Brasília (DF)

“Meu dia a dia mudou porque, como não posso sair de casa, não posso brincar na rua. Também estou evitando pegar em coisas da rua e lavando as mãos. Estou estudando em casa. Na minha escola, falaram que é importante lavar as mãos e usar álcool em gel. Acho que não é preciso ter medo, mas tem que se cuidar.” Clarice C., 7 anos, Brasília (DF)

“Aqui no Distrito Federal, as escolas vão ficar sem aulas. Sei que devemos lavar as mãos, passar álcool em gel e colocar o braço na frente da boca na hora de tossir e espirrar. Na escola, vamos sempre ao banheiro para lavar as mãos.” Rafaela N., 10 anos, Brasília (DF)

“O governo do Distrito Federal pediu para que as aulas em todas as escolas de Brasília fossem suspensas. Na minha escola teve uma apresentação sobre como higienizar as mãos e se prevenir da doença.” João Pedro R., 9 anos, Brasília (DF)

MUNDO

“Muitas escolas fecharam por 15 dias aqui na França, inclusive a minha, então as aulas estão sendo on-line e estamos estudando de casa. Não ter um professor para supervisionar é o que deixa tudo ainda menos prático, porque não dá para tirar todas as nossas dúvidas.” Emma M., 14 anos, Paris, França

“Nos últimos dias tivemos Purim, uma festa judaica em que crianças se fantasiam e andam pelas ruas nas festividades das cidades, mas desta vez as ruas estavam um pouco vazias e a maioria das festas foi cancelada. Várias crianças se fantasiaram de coronavírus.” Tally A., 17 anos, Kfar Saba, Israel

“Eu não estou notando muita mudança na minha cidade, por enquanto, todo mundo está indo para escola, e eu estou vendo muitas pessoas caminhando nas ruas (…) estão faltando muitas coisas de higiene onde eu moro.” Mora O., 12 anos, Santiago, Chile

“Ainda estamos tendo aulas, mas não podemos dar as mãos. Alguns professores não estavam na escola (…) eu acredito que é só uma doença, não tenho medo.” Julia G., 13 anos, Basileia, Suíça

“Eu acredito que não preciso ter medo. Claro que tenho muito cuidado, mas eu sou muito jovem, então não corro muito risco. Estou mais preocupada com os idosos, como os meus avós.” Maite S., 14 anos, Basileia, Suíça

“Não podemos mais ir a shows e outros eventos (…) mas não há nada a temer se você não está doente nem tem mais de 60 anos.” Gabriela R., 14 anos, Basileia, Suíça

“Viajei para França e Espanha e, agora, não posso sair de casa nem ir à escola por duas semanas, embora as aulas estejam normais. É uma precaução para não contagiar meus colegas. Não devemos ter medo, temos que cumprir medidas de precaução.” Jerónimo L. R., 10 anos, Buenos Aires, Argentina

“Estou em isolamento por duas semanas porque fiz uma viagem para a França e a Espanha. As aulas na escola estão normais e eu devo fazer as lições em casa. Não sei o que acontece nas ruas porque não posso sair. Sigo as recomendações de lavar as mãos e presto atenção ao surgimento de sintomas.” Isabel L. R., 13 anos, Buenos Aires, Argentina

“Estou tendo aulas normais e sei que há falta de álcool em gel nas farmácias e mercados. Não é bom ter medo. Temos que lavar nossas mãos, comer de forma saudável e nos cuidar muito.” Lourdes G., 10 anos, Buenos Aires, Argentina

“Temos que levar nossas mãos e, quando parecer que um amigo que vai espirrar, ficar longe.” Juani G., 8 anos, Buenos Aires, Argentina

“O coronavírus mudou muito os meus hábitos. A escola está parada, e eu viajei para ir à casa dos meus avós [antes das últimas medidas de restrição no país]. Não brinco mais com a bola e não encontro mais com meus amigos no parque. Durante o próximo mês, não posso ir para a escola. Por sorte, a gente não está infectado.” Ettore P., 8 anos, Assis, Itália

“Aqui, minha escola ainda está decidindo o que vai fazer. Por enquanto, os professores estão se preparando para aulas on-line. As pessoas estão comprando papel higiênico como loucas, entre outros produtos. As prateleiras dos supermercados estão vazias.” Ethan K., 17 anos, Los Angeles, Estados Unidos

“Nada mudou, mas três escolas aqui tiveram que ser fechadas por pelo menos um dia. Papel higiênico, álcool em gel e lenços desapareceram das prateleiras dos mercados. Estou tentando não ter contato físico com as pessoas.” Luisa M. E., 11 anos, Brisbane, Austrália

“Eu estou lavando as minhas mãos com sabão por 20 segundos, tossindo e espirrando no cotovelo e não estou cumprimentando ninguém com as mãos.” Olivia M. E., 8 anos, Brisbane, Austrália

“Com as escolas fechadas, as tarefas são enviadas ao grupo de pais no WhatsApp e eles mandam o link das tarefas e os conteúdos para estudarmos. Aqui em casa acordamos às 9h, tomamos café da manhã e nos preparamos como se fôssemos para a escola.” Gabriela Q., 9 anos, Roma, Itália

“Tenho medo do vírus, mas parece que, mais do que medo do vírus, as pessoas têm medo dos chineses. Parece que as pessoas em vez de combater o vírus, combatem as pessoas atingidas, como se a culpa fosse delas (…) e fico muito incomodado com essa discriminação, tenho vários amigos chineses.” Matteo V., 14 anos, Roma, Itália

“Na minha escola, eles ainda estão dando aulas normais, mas os professores já começaram a nos contar sobre a possibilidade de fecharem a escola. Onde moro, ainda não há casos confirmados, então tudo continua normal e as ruas ainda estão cheias, como sempre.” Ariela, 12 anos, e Fiorela, 16 anos, Granada Hills, Estados Unidos

“Estou tendo aulas normalmente, mas estamos passando sempre álcool em gel na mão, e estão fazendo muitos memes com o coronavírus e uma música para ajudar. Não acho que precisamos ter tanto medo do coronavírus, porque é preciso se cuidar e ter calma.” Lua P., 7 anos, Cancún, México

“Notei que as pessoas na internet fazem muitas piadas sobre o assunto, quando na verdade é uma coisa séria. Acho que não precisamos ter medo. A lepra, por exemplo, aconteceu, mas passou e agora não existe, então o coronavírus talvez em uns dez ou 20 anos seja só uma lembrança.” Ian P., 11 anos, Cancún, México

“Minha escola fechou por uma semana por causa de um boato que um aluno foi para um país onde tinha muitos casos. A escola pediu para que todos os alunos que voltaram de países onde havia casos confirmados se colocassem em quarentena por duas semanas.” Marlena W., 17 anos, da Berkeley International School Bangkok, Bangcoc, Tailândia

“Aqui, as pessoas estão com medo de cumprimentar alguém e pegar a doença. Na minha escola, todo aluno está falando sobre o coronavírus. A minha professora disse que aqui no Zimbábue ainda não temos equipamento para fazer o teste.” Claudeus Gondlo, 17 anos, Zimbábue

“A escola ainda não abriu e estamos tento aulas por videoconferência. As ruas continuam calmas, mas as pessoas já começaram a sair mais de casa porque a situação da covid-19 já está mais controlada por aqui.” Carolina P. M., 11 de anos, Macau

“A situação está começando a ficar um pouco mais normal. Eu me sinto bastante aliviada, porém sei que foi só porque todos seguiram as regras que o governo passou e evitaram sair de casa. Mas ainda é muito estranho, pois Macau costumava estar sempre cheia.” Melissa P. M., 14 anos, Macau

“As aulas foram interrompidas e não podemos sair na rua com tanta tranquilidade. Tem menos pessoas na rua e falta álcool em gel. Acho que devemos nos preocupar, porque ainda não encontramos a cura para o vírus.” Alvaro R., 13 anos, Peru

“Minha escola, a New Rochelle High School, que é frequentada por mais de 3.500 alunos, fechou na terça-feira [10 de março] e permanecerá fechada por pelo menos duas semanas, um número que pode ser estendido se a propagação do vírus não desacelerar. Mas não somos a única escola na área a ser fechada, pois mais de cinco distritos em Westchester foram temporariamente fechados durante esta epidemia. Há debates até sobre fechar as escolas públicas em Manhattan, o que afetaria milhões de estudantes.” Alex S., Westchester, Estados Unidos

“Agora tenho mais cuidados de higiene. Minhas aulas continuam normalmente, mas levo sempre desinfetante comigo e evito locais com muita gente. Dizem que é uma doença que se propaga rapidamente e que devemos ter cuidados e nos manter informados. Acho que precisamos ter medo, mas não exagerar. Só devemos acreditar em informações autênticas para não alarmar os outros sem motivos.” Leitor de Maputo, Moçambique

“Estou sentindo falta de ir para a casa do vovô e brincar com meu cachorro que está lá. Estamos fazendo as aulas pela internet e não podemos sair de casa. Tudo está fechado. Não podemos fazer quase nada.” Beatrice, 13 anos, Itália

“Eu quero ir para a rua jogar futebol e não posso, isso é muito triste.” Francisco, 15 anos, Itália

*Esta matéria é uma versão estendida da reportagem publicada na edição 145 do Joca. 

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Comentários (4)

  • bernardo 9 anos

    2 semanas atrás

    fique em casa e vc não vai se arepender

  • Matheus

    1 mês atrás

    Temos que ter muito cuidado com esse vírus lavar bem as mãos colocar o cotovelo quando espirrar ou tossindo

  • heloisa

    1 mês atrás

    esse corona viros mudou muito minha vida nao posso mais sair de casa e nem com as minhas amigas mas vamos passar por essas juntos(as)

  • maria eduarda silva duarte

    2 meses atrás

    fique em casa pois esse covid 19 é serio não é brincadeira

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