No dia 28 de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a aplicação de testes rápidos para covid-19 em farmácias. O objetivo é diminuir a superlotação no sistema de saúde do país.

O resultado desses exames, que sai em até 30 minutos, não deve ser considerado um diagnóstico definitivo, pois os testes rápidos têm mais chances de apresentar erros. A orientação é de que, ao testar positivo, o paciente se dirija a um posto de saúde e faça o exame tradicional.

Segundo as orientações da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), uma entrevista de triagem deve ser realizada com os pacientes que procurarem as farmácias. Recebem prioridade pessoas com suspeita de covid-19 há pelo menos oito dias, trabalhadores da saúde, quem foi afastado do trabalho com suspeita da doença e pessoas sem sintomas que foram expostas ao vírus há pelo menos 20 dias.

#pracegover: mão coberta por uma luva amarela de borracha segura uma placa branca – o o teste de covid-19. Foto: Divulgação WSJ

A decisão é temporária e deve durar até o fim do período de emergência de saúde pública (quando o país precisa tomar medidas extraordinárias para conter uma doença). As farmácias não são obrigadas a oferecer o teste rápido, que deve ser aplicado por um profissional qualificado.

Glossário

Teste rápido: é feito um furo no dedo do paciente para coletar uma amostra de sangue e testar em um dispositivo. O exame busca dois tipos de anticorpos (moléculas que atuam na defesa do organismo): o IgM (que se manifesta durante a fase aguda da doença) e o IgG (que se manifesta mais no final da doença).


Exame tradicional: chamado RT-PCR, funciona coletando uma amostra de secreção, pelo nariz do paciente, por exemplo. Demora cerca de 24 horas para ficar pronto. Porém, durante a pandemia, esse tempo aumentou bastante por causa da grande procura.

Fontes: Abrafarma, Agência Brasil, Estadão, Saúde e TecMundo

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 149 do jornal Joca.

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