Malala Yousafzai, ativista em prol dos acesso de meninas à educação. Foto: Louise Kennerley/Fairfax Media via Getty Images via Getty Images
A reportagem comemora o Dia da Menina, que acontece em 11 de outubro. Arte: Beatriz Lopes.
A reportagem comemora o Dia Internacional da Menina, celebrado em 11 de outubro. Arte: Beatriz Lopes

Em 11 de outubro se comemora o Dia Internacional da Menina. Para celebrar, o Joca selecionou cinco histórias de garotas que, mesmo jovens, causaram impactos positivos no mundo. Confira:

Malala Yousafzai

Malala Yousafzai, ativista em prol dos acesso de meninas à educação. Foto: Louise Kennerley/Fairfax Media via Getty Images via Getty Images
Malala Yousafzai, ativista em prol do acesso de meninas à educação. Foto: Louise Kennerley/Fairfax Media via Getty Images via Getty Images

A paquistanesa Malala Yousafzai é uma das maiores ativistas pela educação no mundo. Quando um grupo chamado Talibã passou a controlar a região onde ela morava e proibiu meninas de ir para a escola, Malala criou um blog para compartilhar as dificuldades que enfrentava para estudar (por exemplo, ela ia para o colégio com o uniforme escondido na mochila para não ser descoberta pelo grupo). 

O blog dela ficou tão famoso que a menina foi convidada para falar sobre o assunto na televisão. Uma frase que disse chamou a atenção do Talibã: “O Talibã está fechando escolas para meninas, pois não quer mulheres poderosas” e alguns integrantes do grupo tentaram matar Malala quando ela estava no ônibus escolar. A garota sobreviveu e passou a morar na Inglaterra com a família, mas nunca parou de lutar pelos direitos das meninas em relação aos estudos. Malala venceu o Nobel da Paz em 2014, aos 17 anos, por conta de sua luta, sendo a pessoa mais nova do mundo a ganhar o prêmio.

Mary Grace Henry

Mary Grace Henry, à esquerda, com uma das meninas ajudadas por ela. Foto: YouTube/ Reprodução.
Mary Grace Henry, à esquerda, com uma das meninas ajudadas por ela. Foto: YouTube/ Reprodução

Outra menina que ajudou a mudar o mundo com a educação foi Mary Grace Henry. Aos 12 anos, após descobrir que existem crianças na África sem condições financeiras de ir para a escola, a garota começou a fazer e vender tiaras e presilhas de cabelo para doar o dinheiro arrecadado para crianças africanas e do Panamá. 

Hoje, mais de cem garotas já puderam frequentar a escola por causa do projeto de Mary Grace. Ela as ajudou também a pagar seus livros, uniformes e transporte até o colégio. Por conta do ativismo, a menina ganhou um prêmio da organização World of Children (em português, Mundo das Crianças), que premia defensores dos direitos das crianças. 

Greta Thunberg 

Greta Thunberg durante seu discurso em uma conferência da ONU sobre mudanças climáticas. Foto: Spencer Platt/Getty Images
Greta Thunberg durante seu discurso em uma conferência da ONU sobre mudanças climáticas. Foto: Spencer Platt/Getty Images

Aos 16 anos, a sueca Greta Thunberg ficou famosa por faltar às aulas às sextas-feiras para protestar contra as mudanças climáticas, em um movimento chamado Friday’s for Future (Sextas-Feiras pelo Futuro, em português). De acordo com ela, não adianta estudar se ninguém está se mobilizando para o planeta sobreviver no futuro. 

As manifestações da menina inspiraram crianças e jovens do mundo inteiro a fazer o mesmo e, assim, pressionar as autoridades a tomar medidas que ajudem a salvar o meio ambiente. Ela foi convidada a participar de uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas e chegou até lá em um barco que não emite dióxido de carbono (gás que, em excesso, polui o meio ambiente). 

Em 2019, Greta concorreu ao Nobel da Paz por incentivar tantas pessoas a cuidar do planeta. Se ganhasse, ela teria sido a pessoa mais jovem a vencer o prêmio na história. 

Anne Frank

Anne Frank escreveu relatos que foram importantes para que o mundo entendesse o que os judeus e outros povos sofreram durante a Segunda Guerra Mundial. Foto: Associazione Nazionale Ex Deportati Nel Campi Nazisti
Anne Frank escreveu relatos importantes para que o mundo entendesse o que os judeus e outros povos sofreram durante a Segunda Guerra Mundial. Foto: Associazione Nazionale Ex Deportati Nel Campi Nazisti

Anne Frank foi uma menina judia que viveu de 1929 até 1945. Ela morava na Holanda quando, em 1939, os alemães invadiram o país durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Com sua família, a garota teve que se esconder dos invasores, pois eles eram contra a presença de judeus na Europa.

Em 1944, após o esconderijo ser descoberto, a família foi levada para campos de concentração, lugares onde os judeus eram maltratados, e Anne e a irmã acabaram morrendo de tifo (uma doença contagiosa causada por pulgas, carrapatos e piolhos) por causa das más condições do local. Durante o período em que esteve escondida, Anne documentava tudo o que via e sentia em um diário que tinha ganhado de aniversário. Após o fim da guerra, seu pai publicou o diário da garota, que ficou conhecido no mundo todo por expor a realidade dos judeus durante o conflito. 

Laudelina de Campos Melo

Laudelina de Campos Melo foi, desde criança, uma importante defensora da luta contra o racismo no Brasil. Foto: Casa Laudelina de Campos Melo.
Laudelina de Campos Melo foi, desde criança, importante defensora da luta contra o racismo no Brasil. Foto: Casa Laudelina de Campos Melo

Brasileira, Laudelina nasceu, em 1904, em Poços de Caldas (MG) e, desde criança, foi uma personagem importante na luta contra o racismo. Ao ver a mãe ser maltratada pelo patrão, Laudelina, então com 12 anos, conseguiu defendê-la e impedir que ele a machucasse. 

Em seguida, ela começou a participar de grupos de apoio à população negra e, aos 16 anos, fundou o Clube 13 de Maio, que promovia atividades de lazer e debates políticos para esse público. Em sua homenagem foi fundada a Casa Laudelina de Campos Melo, em 1989, local composto por jovens e mulheres negras e educadoras que têm como objetivo dar apoio à população negra, defendida por Laudelina. 

Fontes: Casa Laudelina de Campos Melo, Claudia, Juvenil 2.0, livro Extraordinárias Mulheres Que Revolucionaram o Brasil, livro Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes, site da Casa Anne Frank e World of Children.

Enquete

Qual é o acontecimento mais esperado de 2020?

Comentários (9)

  • EMEF Prof. Laerte José dos Santos

    3 semanas atrás

    Eu amei muito a atitude de mary por vender tiaras e presilhas de cabelos para ajudar crianças na africa que não tem condiçoes para ir a escola também gostei muito que ela pagou os uniforme dessas crianças e os livros eu imagino que essas crianças ficaram muito felizes e hoje mais de sem garotas ja frequentão a escola. Barbara Fernandes da Silva

  • EMEF CHIQUINHA RODRIGUES

    3 semanas atrás

    eu amei a história da malala

  • EMEF MARIA APARECIDA MAGNANELLI FERNANDES, PROFA

    1 mês atrás

    Gostamos muito dessa reportagem. Essas meninas conseguiram melhorar o mundo!!!! 4º Ano A Emef Profª. Maria Aparecida Magnanelli Fernandes

  • mlms62

    1 mês atrás

    oi

  • mlms54

    1 mês atrás

    Oi pessoal

  • bdm_2010

    1 mês atrás

    Cara que legal! Eu não conhecia Anne Frank, Laudelina de Campos Melo e Mary Grace Henry, Joca uma dica, vc podia colocar que Greta Thunberg no discurso de 2019 ela disse "vocês robabaram os minha infância e os meus sonhos" mais já foi. Adorei o jonal.

  • Cintia

    1 mês atrás

    Acabei de começar a acompanhar o jornal. Acho a ideia de fazer um jornal para as crianças uma ideia incrível!

  • Júlia Guimarães de Toledo

    1 mês atrás

    Bem vinda Cíntia tenho certeza que vc vai gostar do Jornal Joca

  • Jornal_Joca

    1 mês atrás

    Oi Cintia! Que legal :) Seja bem-vinda e continue compartilhando sua opinião com o Joca.

Compartilhar por email