O novo coronavírus se espalhou pelo mundo rapidamente e hoje está presente em todos os continentes. Apesar disso, alguns poucos países conseguiram escapar dos cenários mais preocupantes da pandemia. Até o fechamento desta edição, existiam 12 regiões sem um único doente por covid-19.

Na maioria dos casos, são lugares isolados, com populações pequenas e que agiram cedo para evitar a chegada do vírus. É o caso da Micronésia, na Oceania: os pouco mais de 112 mil habitantes de lá já saíram do isolamento social e voltaram a levar uma rotina considerada normal.

Mas há ao menos um caso de sucesso além das regiões isoladas: a Mongólia, país da Ásia que faz fronteira com a China, onde aconteceu o primeiro surto do novo coronavírus. Apesar da proximidade com o território chinês, a Mongólia não teve uma única morte por covid-19 ou caso de transmissão comunitária (entre pessoas dentro da nação). O país tem 3,17 milhões de habitantes e registrava, em 27 de julho, 288 casos da doença. A estratégia para conter o vírus rendeu elogios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Antonio Graceffo, economista que trabalha na Mongólia, publicou um artigo no jornal South China Morning Post contando que a cultura local ajudou a enfrentar a pandemia. “O Exército de Genghis Khan (imperador do início do século 13) era muito disciplinado. E essa disciplina chegou até nós. Então, quando o governo dá ordens de usar máscaras ou ficar em casa, as pessoas obedecem”, escreveu.

Sem informação
No entanto, algumas nações sem casos de covid-19 são comandadas por regimes ditatoriais, ou seja, que restringem a divulgação de informações e a liberdade de expressão.

Por isso, não é possível confirmar (a partir de fontes diferentes das oficiais, como o governo) se os dados divulgados estão mesmo corretos. No Turcomenistão, por exemplo, é oficialmente proibido usar a palavra “coronavírus”, mesmo em conversas entre amigos.

#pracegover: a foto mostra jovem andando de skate em praça em Ulan Bator, na Mongólia. Foto: Altansukh-E_Unsplash

Há também locais com dificuldades para fazer diagnósticos. Um exemplo disso é o Iêmen, na Ásia, que está passando por uma guerra, o que impede uma campanha para realizar testes na população. O primeiro caso oficial no país só foi divulgado em abril e, em 27 de julho, os números eram de 1.685 contaminados e 480 mortos. O Iêmen tem cerca de 28,5 milhões de habitantes.

Fontes: BBC, CNN, Folha de S.Paulo, G1, Nexo, CNN, OMS, Superinteressante e UOL.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 153 do jornal Joca.

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