Conversando com pessoas mais velhas, é comum ouvir a frase “no meu tempo as coisas eram diferentes”. E, de fato, eram. A sociedade muda constantemente e as formas de lidar com o mundo também. Um exemplo disso é a pedagogia infantil.

A maneira de educar uma criança teve que acompanhar a evolução tecnológica e o avanço dos estudos pedagógicos. Com o passar dos anos, pesquisas desenvolvidas em universidades de todo o mundo mostraram aos profissionais da educação quais caminhos poderiam ser adotados para melhorar o aprendizado dos alunos. Um profissional que atua como peça-chave nesse processo é o pedagogo. Vamos entender mais sobre essa profissão?

Afinal, o que faz um pedagogo?

O pedagogo é um profissional com domínio nas técnicas voltadas ao ensino. Por isso, sua presença é notada em instituições de ensino, voltadas às mais variadas faixas etárias.

Na pedagogia infantil o pedagogo desenvolve atividades que estimulam a criança em seu primeiro contato com a alfabetização e com as operações matemáticas, por exemplo. Mas o seu papel é muito maior. Em universidades, o profissional de Pedagogia cria pesquisas científicas, baseadas em análises e experimentos. Esses estudos são fundamentais para a evolução da qualidade da educação, de modo que substituem práticas antiquadas por abordagens mais modernas e eficazes.

O pedagogo também pode atuar em corporações que não têm nenhuma ligação com a educação, como no caso do setor de Recursos Humanos, onde o pedagogo avaliará candidatos a fim de verificar se possuem conhecimentos adequados para o cargo para o qual se candidataram.

Os desafios pedagógicos do século XXI

Graças aos equipamentos tecnológicos — tablets, smartphones e notebooks, por exemplo — as crianças de hoje têm acesso a mais informação do que os adultos do século passado. Isso influenciou a pedagogia infantil. Profissionais da educação perceberam que os estudantes estão mais independentes e isso tem sido aproveitado dentro das escolas.

Hoje, ao invés de aulas expositivas, nas quais o professor se apresenta como única ponte entre o estudante e o conhecimento, as escolas estão estimulando um comportamento de tutoria. Desse modo, a criança aproveita os recursos disponíveis para pesquisar. O professor faz o papel de tutor, orientando-a sempre que necessário.

Logicamente, essas mudanças acontecem de forma gradual. Não é possível — e nem viável — que todo um modo de ensino se modifique da noite para o dia, apenas para acompanhar tendências tecnológicas ou de comportamento.

Ignorá-las não é uma opção, mas deve-se ter cautela e entender que nem tudo o que foi construído na história da pedagogia infantil precisa ser modificado.

Pedagogia infantil além do “bê-a-bá”

Com tanta informação, o papel da pedagogia infantil no século XXI também teve que assumir outros compromissos. Já há algum tempo, as escolas deixaram de ser apenas centros de alfabetização, mas sim importantes espaços de socialização.

Crianças e adolescentes de hoje têm acesso à cultura de diversos países. Um exemplo recente é a popularização de bandas de música pop coreanas no Brasil. Ainda que não exista nenhum laço histórico significativo entre Brasil e Coreia do Sul, ou mesmo um intercâmbio cultural entre as nações que justifique o interesse dos jovens brasileiros por uma cultura tão distante, essa relação está acontecendo.

Para a pedagogia infantil, esse comportamento serve de alerta para a necessidade de apresentar aos alunos uma sociedade pluralizada. Assim, a criança cresce sabendo que pode morar ou estudar em outros países, e não enxerga essa possibilidade como um desafio, afinal, já está acostumada com a ideia de ser um cidadão do mundo.

De um modo prático, para ilustrar esse exemplo, as escolas estão entendendo que devem sim se esforçar para que manifestações culturais tipicamente brasileiras, como as festas juninas, ainda cativem a atenção das crianças. No entanto, não podem ignorar que elas também terão acesso ao Halloween, por exemplo.

A tecnologia reinventou o lúdico

Hoje os livros são interativos e fáceis de serem carregados. Um tablet é capaz de carregar uma verdadeira biblioteca. Os materiais podem ser ilustrados com vídeos, links e imagens interativas. Por isso, o hábito da leitura vem se tornando mais comum aos jovens.

No YouTube, é possível encontrar influenciadores que estimulam a leitura, indicando livros que marcaram suas vidas. Em muitos casos, outros publicam livros sobre suas histórias. O papel da escola tem sido o de compreender a influência desses comunicadores, trabalhando junto com eles. Afinal, eles estão criando leitores, em um país em que ler sempre foi um desafio.

Atenção aos aspectos emocionais

Outro desafio da pedagogia infantil no século XXI é entender como as crianças e adolescentes lidam com suas emoções. Os profissionais da educação não devem, em nenhuma hipótese, substituir os especialistas da saúde e psicologia, mas tornou-se claro para as escolas que os alunos de hoje têm comportamentos emocionais diferentes dos observados outrora.

Discussões sobre o bullying revelam que as escolas precisam estar preparadas para intervir nas interações dos alunos, quando necessário, com o objetivo de proteger a integridade emocional dos mesmos. Orientá-los sobre boas práticas no mundo digital também é uma ação que vem sendo adotada por muitas escolas.

Para que tudo isso dê certo, um diálogo franco com os pais se faz necessário. Contar com o apoio dos responsáveis é uma necessidade que precisa ser atingida. Pais e professores têm a missão conjunta de formar cidadãos. Essa é a conclusão que a pedagogia infantil vem apresentando em sua maneira de trabalhar.

O diálogo é fundamental. Com a família, com as novas tecnologias ou com os novos ídolos das crianças. É necessário entendê-los, respeitá-los e compreendê-los. Dessa forma, torna-se mais fácil mostrar aos alunos que tudo o que aprendem na sala de aula poderá ser usado em sua vida, de maneira prática.

Há muito tempo, a pedagogia infantil vem percebendo que ensinar com o único objetivo de que o aluno tire boas notas não é o melhor caminho.

Os livros podem ajudar nessa missão. Se o seu filho ainda não gosta de ler, saiba que é possível ajudá-lo a adquirir o hábito da leitura. Este artigo traz sete dicas para transformar seu filho em um leitor!

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