Cerca de um milhão de espécies de animais e plantas estão ameaçadas de extinção, segundo um relatório feito pela Plataforma Intergovernamental Para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (Ipbes), divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no início de maio. Acredita-se que, ao todo, 25% do total de espécies do planeta estejam vulneráveis em virtude de ações do ser humano. “Nunca na história tantas espécies correram riscos tão grandes”, afirma o relatório.

O estudo, elaborado por 145 especialistas, de 50 países, ao longo de três anos, fez uma análise sobre as mudanças que aconteceram no planeta nas últimas cinco décadas. Ao fim, a pesquisa concluiu que entre os principais fatores que estão afetando a fauna e a flora estão*.

#pracegover: dois golfinhos nadando, lado a lado, em alto mar. A foto está em preto e branco. Crédito: GettyImages

1. Alterações no uso da terra e do mar Desmatamento e poluição dos oceanos, por exemplo.
2. Exploração direta de organismos Caça e pesca ilegais e tráfico de animais.
3. Mudanças climáticas Atividades humanas levam a um aumento da temperatura do planeta, o que prejudica os ecossistemas.
4. Poluição A liberação de gases poluentes contribui para o aumento da temperatura da Terra.
5. Espécies exóticas invasoras Quando o ser humano introduz uma espécie que até então não existia naquele local, ela pode causar um desequilíbrio no ambiente. Entre outras coisas, a nova espécie pode “roubar” alimento dos animais nativos ou se reproduzir além da conta, já que não tem predadores (bichos que caçam essa espécie) locais.

*Classificação em ordem decrescente (do mais impactante para o menos impactante).

#pracegover: a imagem em preto e branco traz duas fotos. A primeira, no alto, mostra um urso-polar deitado sobre o gelo. A segunda, na parte de baixo, mostra um rinoceronte deitado e outro em pé, sobre suas quatro patas. Eles estão em cima de uma área de vegetação rasteira. Imagem: Getty Images.

O que fazer para evitar a extinção das espécies?
Os especialistas da pesquisa dizem que ainda é possível reverter a situação atual. Para isso, recomendam investimento em leis ambientais, diminuição do consumo e desperdício (como o de comida) e preservação dos ambientes naturais, entre outras atitudes.

Novas espécies
Ao mesmo tempo que muitos seres vivos estão ameaçados de extinção, cientistas seguem encontrando espécies que ainda não eram conhecidas. Um exemplo disso está no levantamento divulgado no início de abril pelo Museu Paraense Emílio Goeldi: pesquisadores catalogaram, entre 2014 e 2018, 301 novas espécies na Amazônia — são mamíferos, anfíbios e aracnídeos, entre outros. Mais estudos de campo e o avanço da tecnologia na pesquisa têm ajudado nas descobertas.

¾ dos ecossistemas terrestres foram significativamente afetados por ações humanas. Em terras ocupadas por indígenas ou comunidades locais, os danos ambientais vistos eram bem menores.

#pracegover: imagem de um grande campo, parte da vegetação é verde, mas o centro tem um espaço de terra devastada. Crédito: GettyImages

66% do ambiente marinho já foi afetado drasticamente pelas ações do ser humano.

#pracegover: Imagem de sacolas plásticas no fundo do oceano. As sacolas são brancas e contrastam com a água azul. Crédito: GettyImages

75% da água fresca do planeta é usada para pecuária ou agricultura.

#pracegover: imagem de um grande campo verde, repleto de plantações. A vegetação está sendo irrigada por diversas mangueiras. Crédito: GettyImages

Fontes: Estadão, Ipbes e Museu Paraense Emílio Goeldi. 

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 131 do jornal Joca.

 

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Comentários (1)

  • André

    1 mês atrás

    espero que tudo mude

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