Entrou em vigor às 00h01 de hoje (1º) uma trégua de 48 horas na cidade síria de Daraya. O cessar-fogo foi acordado entre Rússia, Síria e Estado Unidos para permitir a entrega de ajuda humanitária à população da cidade. Esse será o primeiro comboio humanitário na cidade síria de Daraya desde 2012.

“Por iniciativa da Rússia e com o acordo da liderança síria e da parte norte-americana, foi introduzido um regime de silêncio de 48 horas a partir das 00:01 de 1º de junho de 2016 na localidade de Daraya para permitir a entrega, em segurança, de ajuda humanitária à população”, disse o comandante do centro de coordenação russo na Síria, tenente-general Serguei Kuralenko, citado pela AFP.

Diante do impasse no processo para transformar a frágil trégua em vigor no país no fim permanente das hostilidades, a Rússia apelou, na semana passada, para o fim dos bombardeios por 72 horas em Ghouta e Daraya.

Os Estados Unidos e a Rússia participam do processo diplomático de Viena, na Áustria, que tem o objetivo de alcançar uma resolução política para o conflito na Síria.

Pelo menos 280 mil pessoas morreram e mais da metade da população fugiu da Síria desde o início do conflito, em março de 2011.

Unicef: pelo menos 20 mil crianças estão presas na cidade iraquiana de Faluja

Pelo menos 20 mil crianças estão presas em Faluja e correm o risco de serem recrutadas pelo Estado Islâmico que controlam essa cidade do Iraque, cercada pelas forças armadas, alertou hoje (1º) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Depois de terem apertado o cerco, por meses, ao redor de Faluja, as forças iraquianas lançaram em 23 de maio uma ofensiva para recuperar a cidade, situada a 50 quilômetros a oeste de Bagdá, ao grupo terrorista Estado Islâmico. Na segunda-feira (30), entraram na cidade onde enfrentaram uma forte resistência dos jihadistas.Os poucos habitantes que conseguiram fugir do centro da cidade falaram de falta de água potável e de comida. As centenas de famílias que conseguiram sair de zonas periféricas de Faluja e as pessoas ainda no local, contatadas por telefone, também se queixaram das más condições de vida.

“As crianças correm o risco de serem recrutadas forçosamente para o combate e de se separarem da sua família”, alertou o representante do Iraque na Unicef, Peter Hawkins, num comunicado. “As crianças recrutadas são forçadas a segurar armas para combater numa guerra de adultos. A sua vida e o seu futuro estão em perigo.”

O Unicef voltou a apelar para a abertura das passagens seguras a fim de permitir aos civis cercados – estimados em cerca de 50 mil – saírem da cidade, situada na grande província de Al Anbar.

As Nações Unidas acusaram o Estado Islâmico de usar os civis como escudos humanos na batalha contra as tropas iraquianas apoiadas pela aliança internacional dirigida pelos Estados Unidos.

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