Senado aprovou a reforma trabalhista por 50 a 26.
Senado aprovou a reforma trabalhista por 50 votos a 26.

Na terça-feira, dia 11, o Senado aprovou a Reforma Trabalhista, conjunto de medidas que mudarão as regras de trabalhadores e empregadores do Brasil.

Ao todo, 50 senadores votaram a favor e 26 foram contra as mudanças. Agora, o projeto está nas mãos do presidente Michel Temer, que decidirá se ele passará a valer ou não. Caso sejam aprovadas, as  mudanças devem entrar em vigor 120 dias após a publicação da lei no Diário Oficial da União.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira

Aqueles favoráveis à reforma afirmam que ela é importante porque vai gerar empregos e modernizar as leis trabalhistas, criadas em 1943 e, portanto, já desatualizadas. Já os contrários às mudanças afirmam que elas tirariam direitos básicos dos trabalhadores.

Confira as principais mudanças da reforma trabalhista:

Férias:
Como é hoje: Deve ser de um mês e podem ser tiradas em dois períodos, desde que um deles não seja inferior a 10 dias corridos;
Como fica: As férias poderão ser parceladas em três vezes ao longo do ano, sendo que uma delas não poderá ser inferior a 14 dias corridos e os demais não poderão ser menores do que 5 dias corridos, cada um;

Horário de almoço: Os trabalhadores poderão ter 30 minutos de horário de almoço, se quiserem. Atualmente, pela lei, todos são obrigados a ter uma hora de intervalo.

Dinheiro para o sindicato: Hoje em dia, os trabalhadores têm que dar, uma vez por ano, o valor que ganham em um dia de trabalho para o sindicato, o órgão que defende os interesses de cada profissão. Com a reforma, as pessoas terão o direito de decidir se vão querer ou não contribuir com as entidades.

Trabalho feito em casa (também chamado de home office): Como as leis trabalhistas foram feitas em 1943, uma época em que não existia internet, não havia nenhuma lei que falasse sobre o home office. A reforma fará com que o trabalho feito em casa passe a ter regras específicas.

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