Vinte e seis marcas de roupas participaram da São Paulo Fashion Week (SPFW), realizada entre 13 e 18 de outubro, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, capital paulista. O evento, considerado um dos mais importantes da moda mundial, tem desfiles em passarelas, em que modelos mostram as últimas criações das empresas participantes. As vestimentas apresentadas muitas vezes servem de inspiração para o desenvolvimento de peças vendidas em lojas.

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#pracegover: modelo desfila vestido preto com estampa florida na passarela da SPFW. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images.

Nesta edição da SPFW, as marcas exibiram alguns modelos que devem virar tendência no verão, como: roupas com franjas, cores vibrantes e combinações (calça e casaco, por exemplo) de uma única cor e estampas inspiradas na paisagem de países tropicais (como flores e folhagens).

Além de São Paulo, cidades como Paris, na França, e Londres, na Inglaterra, tem edições da Fashion Week.

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#pracegover: modelo desfila conjunto de roupas em tons de bege e marrom na passarela do evento. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images.
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#pracegover: modelo desfila roupa em tons de azul e vermelho na passarela do evento. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images.

Sustentabilidade
Desta vez, a SPFW também proporcionou discussões sobre moda e sustentabilidade. Um dos destaques foi a palestra da estilista britânica Bethany Williams, referência mundial em produzir roupas sem agredir o meio ambiente.

Williams utiliza tecidos fabricados a partir de materiais orgânicos ou recicláveis, como papelão. Além disso, as peças são feitas artesanalmente por presidiárias e moradores de abrigos, por exemplo. Em troca, eles recebem determinada quantia e parte da verba adquirida com a venda das roupas.

O impacto das roupas no meio ambiente
Fabricar uma calça jeans gasta 10 mil litros de água no cultivo de algodão — uma pessoa levaria dez anos para consumir esse volume.

Uma lavagem comum de roupa feita de poliéster (tecido sintético, ou seja, não natural) pode liberar 700 mil fibras de microplástico — material que chega aos oceanos, podendo ser ingerido por animais.

A indústria da moda contribui para 10% das emissões globais de gases de efeito estufa (fenômeno que, quando intensificado, leva ao aquecimento global). Da produção ao transporte das peças,
muita energia é consumida — diversas vezes, a partir da queima de combustíveis que geram poluição.

“Esta foi minha primeira vez na SPFW, e eu achei muito legal. Em um dos desfiles, as pessoas estavam com roupas muito estranhas, que acho que ninguém usaria fora das passarelas. Em outro, foi tudo muito bonito, com vestidos de festa”, Sofia D., 12 anos.

“Fui pela segunda vez ao SPFW. Vi um desfile com roupas de borracha, as pessoas pareciam estar melecadas. A única coisa ruim são os atrasos por causa da arrumação das modelos”, Maria Eduarda B., 14 anos.

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#pracegover: as jovens Sofia D. e Maria Eduarda B. posam em frente ao logo da São Paulo Fashion Week. Sofia usa shorts preto e casaco jeans. Maria Eduarda veste calça branca, camiseta cinza e segura uma bolsa preta. Foto: arquivo pessoal.

Fontes: Exame, FFW, Global Fashion Agenda, The Guardian e United Nations Climate Change.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 140 do jornal Joca.

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