Exploradores de diversos lugares do mundo estão na Sibéria, extraindo do solo, diversas presas de mamutes que estão congeladas há mais de 4 mil anos.

As presas são de marfim, um produto de luxo que vale muito dinheiro.

Presa de mamute adornada que vale mais de USD1 milhão

Os exploradores querem vender esse marfim que ficou preservado por ter ficado congelado no gelo da Sibéria por milhares de anos.

Cientistas calculam que há mais de 10 milhões de carcaças de mamutes congeladas no solo nessa região gelada do planeta, a qual ocupa parte da Rússia e do Cazaquistão. Os exploradores descobriram esse lugar e, depois de fazerem algumas escavações, começaram a jogar jatos de água na terra, para assim, encontrarem outras presas.

Clareira aberta para extrair mamutes

Presas e ossos que durariam décadas são preservados por milhares de anos no gelo e extraídos com jatos d'água

O produto é uma alternativa para as presas de elefantes, que são vendidas há milênios, e um dos principais motivos para a caça dos animais, o que levou à sua quase extinção. Entre 1980 e 2013, 61% dos elefantes do continente desapareceram.

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Dois economistas da Universidade de Calgary, no Canadá, Naima Farah e John Boyce, publicaram um estudo mostrando que a venda de marfim dos mamutes está reduzindo a caça ilegal de elefantes em cerca de 50 mil animais por ano e, junto, derrubando o preço do marfim em 100 dólares por quilo.

Até agora sabe-se que uma presa de mamute vendida por dois exploradores custou USD34 mil.

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O mamute é um animal extinto que tinha tromba e presas de marfim encurvadas de até cinco metros de comprimento. Ao contrário dos elefantes, eles eram peludos. Os animais viviam na África, norte da Ásia (Sibéria) e América do Norte e foram extintos há mais de 5600 anos, devido a caça e às alterações climáticas do fim da Idade do Gelo.

Antes dos exploradores aparecerem, cientistas estiveram no local e retiraram de lá alguns restos mortais dos mamutes em excelente estado de conservação, com peles com pelo e até sangue em estado líquido.

Esta descoberta permitiu aos cientistas fazerem estudos genéticos para saber se existe a possibilidade de clonar o DNA destes fósseis e fazer reviver a espécie.

Se isso der certo, os animais clonados irão para uma reserva natural, Parque Pleistoceno, na Rússia, na região siberiana.

Fonte: revista Galileu, BBC, Atlas Virtual da Pré-História, oEco.org

 

 

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