Brasília - O presidente interino Michel Temer durante cerimônia de posse aos novos ministros de seu governo, no Palácio do Planalto. À esquerda, o senador Aécio Neves (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
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Aécio e Temer

Os donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, disseram ao Ministério Público Federal  que gravaram o presidente Michel Temer concordando em pagar propina ao deputado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que ele não falasse nada sobre a operação Lava-Jato.


Wesley e Joesley Batista, donos da JBS, Friboi e outras marcas

Feita em março, a gravação, mostra Joesley falando a Temer que estava dando uma mesada para que Eduardo Cunha ficasse calado na prisão, sem delatar ninguém. Ainda na gravação, ao ouvir essa informação, Temer diz, : “tem que manter isso, viu?”

Temer e Cunha

Joesley ainda entregou ao Ministério Público uma outra gravação feita dia 7 de março em que Temer diz para ele falar com o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma empresa que comanda o frigorífico JBS.

O dono da JBS marcou então um encontro com Rocha Loures em Brasília e pelo serviço, Joesley ofereceu propina de 5% e Rocha Lores aceitou.

As negociações continuaram e ficou combinado o pagamento de R$ 500 mil semanais por 20 anos, ou R$ 480 milhões por duas décadas.

Em seguida, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.

AÉCIO NEVES

Na delação de Joesley, o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, também aparece em uma gravação, pedindo ao empresário R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato.

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Aécio Neves, foi afastado do Senado

A entrega do dinheiro foi feita para Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio. Foram quatro entregas, de R$ 500 mil cada. Um dos pagamentos foi filmado pela Polícia Federal (PF) que rastreou a mala e descobriu que o dinheiro foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).

Aécio foi afastado do Senado e a Polícia pediu sua prisão. Durante a manhã dessa quinta-feira, a PF fez fazendo buscas no apartamento dele, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. A irmã dele, Andreia Neves foi presa, pois pode estar envolvida no caso, além de trabalha diretamente com ele.

O QUE OS ACUSADOS DIZEM

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência disse que o presidente Michel Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar”.

Aécio disse que está “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”. Também afirmou que a relação com Joesley Batista, ela era pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público.

A JBS e a defesa de Eduardo Cunha informaram que não se pronunciarão.

O deputado Rodrigo Rocha Loures está em Nova York e só irá se pronunciar quando voltar ao Brasil na quinta-feira (18).

Reação do Presidente Temer e do Palácio do Planalto foi dizer que acusações não procedem.

Veja o que acontece se Temer sair da presidência. 

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