O governo do presidente Michel Temer (foto) anunciou a criação de um Plano Nacional de Segurança Pública para aumentar a segurança no país e melhorar as condições nas cadeias.

Ao todo, serão construídas cinco prisões, uma em cada região do Brasil. A ideia é fazer com que esses lugares não fiquem lotados como estão hoje.

Atualmente, o número de presos é muito maior do que o número de vagas disponíveis, o que faz com que esses locais fiquem lotados e não ofereçam boas condições de vida.

Além disso, o governo também pretende gastar 150 milhões de reais em bloqueadores de celular, aparelhos que impedem os presos de falar com pessoas de fora da prisão.

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Todas essas decisões foram tomadas após os massacres que aconteceram em presídios de Manaus, no Amazonas, e em Boa Vista, Roraima. Nos dois casos, presos foram mortos por inimigos que também estavam presos. Em Manaus, morreram 56 pessoas e em Boa Vista, 33.

Críticas

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Segundo o Ministério da Justiça, o Brasil tem mais de 622 mil presos. Com isso, se torna o país com o quarto maior número de pessoas presas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (com 2.217.000), da China (1.657.812) e da Rússia (644.237).

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No Brasil, dados mostram que a maioria dos presos é de origem pobre e que não tiveram acesso à educação. Ao todo, apenas 9,5% acabaram a escola.

Para algumas pessoas, o Plano de Segurança não é bom, pois não resolve o problema da segurança no Brasil. O certo, segundo quem defende essa ideia, seria investir em educação e em empregos, para que os presos possam trabalhar depois de deixarem a cadeia.

É o que pensa, por exemplo, o diretor do DEPAN, Departamento Penitenciário Nacional, Renato De Vitto. “Mesmo com o aumento do número de pessoas presas, a sensação de insegurança não diminuiu. Isso significa que é preciso pensar em outras formas de combater a criminalidade”, disse.

 

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