Apelidada pela imprensa brasileira como “Lei da Palmada”, a lei que proíbe pais e responsáveis de agredir fisicamente filhos de até 18 anos foi aprovada pela Câmara dos Deputados, no dia 21 de maio de 2014.

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A lei agora segue para votação no Senado. Se aprovada, a lei determina que pais que agredirem fisicamente os filhos menores devem receber advertências, fazer cursos de orientação e tratamentos psicológicos.

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Existem leis contra a palmada em 24 países.
O primeiro a aderir foi a Suécia, em 1979, seguida pela Finlândia, em 1983, e pela Noruega, em 1987. De lá pra cá, vários outros países criaram legislações “antipalmadas”: Alemanha, Áustria, Bulgária, Costa Rica, Croácia, Chipre, Dinamarca, Espanha, Grécia, Holanda, Hungria, Israel, Letônia, Moldávia, Nova Zelândia, Portugal, Romênia, Ucrânia, Uruguai e Venezuela.

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Uma palmada não dói ou provoca marcas para o resto da vida?
O assunto é muito polêmico dentro e fora de casa e, por isso, levantou uma grande discussão no Senado. Para uns, a palmada é uma maneira antiga de ensinar. Para outros, é uma alternativa legítima dos pais, um método de educar os filhos, livre de danos psicológicos.

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Veja as opiniões de alguns leitores:

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“Eu acho que os pais não deveriam bater nos filhos. Acredito que castigo ou bronca já está de bom tamanho, portanto, acho que não é preciso uma lei, porque não entendo como o governo vai saber se as pessoas estão obedecendo essa lei. Se o governo não consegue saber quem está desobedecendo, como vai punir os pais? Bom, acho que não tem problema o Brasil empregar essa lei, mas não tenho certeza de que os pais vão cooperar com ela. Claro que alguns vão obedecer, mas nunca se sabe, né? Como já disse, bater nos filhos, não. Bronca e castigo já estão de bom tamanho.”
Lina Doherty, 11 anos

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“Acho a lei incrível, é justa, porque as crianças não merecem isso (apanhar), merecem a liberdade. Às vezes minha mãe me castiga com um tapa no bumbum. Sinto dor, não me sinto especial. Sinto raiva e me sinto mal.”
Pedro Augusto, 9 anos

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“Adorei a notícia da lei! Assim, nenhuma criança apanha tanto dos pais e de mais ninguém. Eu tive sorte de nunca apanhar dos meus pais.”
Jussara Neto, 12 anos

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“Achei a ideia da lei boa. Eu não apanho mais. Quando apanhava, ficava com raiva e muita dor. Acho que não vai mudar nada com essa lei.”
Emilly Pereira, 12 anos

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“Acho que a lei não vai adiantar nada porque as pessoas não ligam pra lei nenhuma, então elas não vão respeitar essa também. Acho que a lei é importante, mas se as pessoas não respeitam, não adianta nada.”
Sophia Santana, 11 anos

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“Acho a lei ruim, porque as crianças não serão educadas, porque falar não adianta nada. Quando apanho, sinto raiva, mas depois passa.”
Dennys Pereira, 9 anos

 

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Comentários (3)

  • Arthur Cabral

    10 meses atrás

    Concordo com essa lei, não serão muitos os que a obedeceram, mas com a cooperação das pessoas, será possível denunciar tais pais que agridem seus filhos. Bater não é necessário, caso o castigo não resolva, só aumente ele.

  • Samuel Figueiredo Vieira

    1 ano atrás

    eu também acho a lei muito boa, mas a questão é que se alguém apanhar vai ser temporário, e depois a pessoa pode fazer aquilo de novo

  • Clara

    1 ano atrás

    Achei bem justa essa lei pois as vezes as pessoas passam dos limites.Nunca apanhei de meus pais mas onde eu moro um padrasto matou seu afilhado de espancamento. Na minha opinião um sermão e um castigo estão de bom tamanho. E os pais são um exemplo aos filhos se um pai bate no seu filho ele pode muito bem bater num coleguinha da escola.Não apanho mas sei que isso pode gerar muita raiva.Então é bem melhor manter a conversa pacífica.

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