sede fiocruz
O edifício onde fica a sede da Fiocruz, na cidade do Rio de Janeiro, completou cem anos de construção em 2018. Ele também é chamado de Castelo Mourisco. #pracegover: foto da fachada do prédio sede da Fiocruz, com um jardim. Foto: Getty Images/EyeEm

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou, em 1º de junho, um contrato com o laboratório britânico AstraZeneca que permite a produção de uma vacina 100% nacional contra a covid-19. Isso significa que o Brasil terá a chance de produzir e aplicar mais imunizantes, com menor custo, pois não precisará comprar insumos (materiais para a fabricação) de outros países. Com a produção nacional, os cientistas também terão mais agilidade para se adaptar às novas cepas (variantes do vírus) que têm surgido.

No acordo, a AstraZeneca se compromete a compartilhar com a Fiocruz a receita da formulação final da vacina e da produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima responsável por provocar a reação que uma vacina precisa gerar no organismo. Atualmente, a Fiocruz importa o IFA da China.

O imunizante será produzido na fábrica de Bio-Manguinhos (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos), mas ainda não há informações oficiais sobre a quantidade a ser feita e a data de entrega.

Outra vacina brasileira
Em março deste ano, o Instituto Butantan, na cidade de São Paulo, anunciou a produção da própria vacina totalmente brasileira, a ButanVac. O imunizante está em fase de testes.

Vacinação em jovens
No dia 25 de maio, a empresa Moderna declarou que os testes da sua vacina contra a covid-19 em adolescentes tiveram resultados positivos. Além de ser eficaz em jovens de 12 a 17 anos, ela não causou efeitos colaterais diferentes dos sentidos por adultos, como dor no local da injeção e calafrios.

Além disso, em 10 de maio, a agência reguladora de medicamentos do governo dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), concedeu autorização para o uso emergencial da vacina da Pfizer em quem tem mais de 12 anos. Ao menos outras três vacinas estão sendo testadas em adolescentes: CanSino, Novavax e a CoronaVac — ainda sem prazo para divulgação dos resultados.

O próximo passo é entender se é seguro imunizar crianças de 2 a 11 anos. A Pfizer já iniciou estudos clínicos com essa faixa etária e deve divulgar os resultados em setembro.

Fontes: Agência Brasil, BBC, CNN, Folha de S.Paulo, G1, IG, R7 e site da Fiocruz.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 172 do jornal Joca.

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Comentários (2)

  • Elena vellutini

    3 meses atrás

    oi joca eu e minha torma lemos muito o seu jornal e nos gostamos dele mas as crianças querem ler mais so bre outras coisas alem do corona.

  • Joca

    3 meses atrás

    Olá Elena, Obrigada por enviar a sua sugestão. Vamos levá-la em consideração na hora de escolher as matérias do jornal e do site. Abraços, Equipe do Joca

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