A morte do ator Tarcísio Meira, de 85 anos, por complicações da covid-19, no dia 12 de agosto (saiba mais na página 8), despertou discussões sobre a chance de contrair a doença mesmo depois de tomar duas doses da vacina, como ele havia feito. “Isso acontece porque nenhuma vacina contra nenhuma doença infecciosa tem 100% de proteção”, explica a infectologista Raquel Stucchi, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O principal objetivo das vacinas contra covid-19 é evitar formas graves da doença. Assim, mesmo quem recebeu as duas doses (ou a vacina de dose única) pode se infectar e disseminar o vírus, ainda que em proporção menor do que os não imunizados. Segundo a especialista, uma pessoa vacinada com as duas doses tem de 80% a 90% de chances de não desenvolver um quadro grave e mais de 90% de não morrer.

Outro ponto é que algumas pessoas não têm uma resposta tão boa ao imunizante, aponta Raquel, que também é consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia. É o caso daqueles que fizeram transplante de órgãos e tomam medicações que diminuem a imunidade (poder de defesa do organismo).

Mas a orientação científica é clara: a vacinação é a única forma de conter a transmissão do novo coronavírus e controlar a pandemia. “Um mês depois da vacinação de idosos, houve uma redução drástica de internações e mortalidade nessa faixa etária. Isso mostra que, sim, a vacina é eficaz”, explicou a infectologista.

Quando a maior parte da sociedade está vacinada, a circulação do vírus diminui. Isso protege também as pessoas que não podem ser imunizadas — como crianças pequenas — e aquelas com uma resposta menor à vacina.

Terceira dose
Estudos dos principais produtores de vacina contra a covid-19 indicam que a imunização após duas doses dura ao menos oito meses, mas que a proteção começa a diminuir após esse período. Por isso, pessoas vacinadas há mais tempo podem precisar tomar uma nova dose. É possível que todos necessitem dessa dose extra para reforçar a eficácia da vacina em algum momento.

#pracegover: profissional de saúde aplica vacina no braço de outra pessoa. Foto: Govesp/Fotos Públicas

Chile, Indonésia, Israel e Uruguai já começaram a aplicar a dose extra, principalmente como forma de proteção contra as variantes do vírus. Alemanha, França e Inglaterra iniciam as aplicações em setembro.

No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou, em 18 de agosto, que a terceira dose deve começar para profissionais de saúde e idosos. O órgão aguarda a orientação de estudos científicos para definir as novas aplicações de vacina.

Fontes: Folha de S.Paulo e G1.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 175 do jornal Joca.

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Comentários (2)

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    1 mês atrás

    não sabia, agora sei! valeu joca.

  • Luisa Gomes Gama - 132

    1 mês atrás

    isso me ajudou a fazer a LIÇÃO.

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