Mais que uma tendência, conhecer os diversos tipos de aprendizado para explorar o melhor deles é um diferencial com papel decisivo no desenvolvimento de uma pessoa, trazendo resultados durante todas as etapas da vida dela, tanto no contexto escolar como no acadêmico e profissional.

Apesar disso, o ensino formal ainda apresenta uma série de limitações e não é raro que instituições de ensino não consigam desenvolver didáticas personalizadas para contemplar as necessidades e aptidões de cada aluno.

Como nem todas as crianças e adolescentes aprendem da mesma forma, identificar estratégias adequadas e em sintonia com as habilidades que o seu filho possui faz toda a diferença para que ele tenha sucesso nos estudos e adquira maior motivação e autoestima para vencer as dificuldades.

Agora que você já sabe um pouco sobre o panorama que envolve os diferentes estilos de aprendizado, que tal conhecê-los melhor? Confira quais são eles no conteúdo que preparamos para você!

O que é importante saber sobre os tipos de aprendizado?

Antes de tudo, é importante destacar que não existe um tipo de aprendizado que seja superior aos outros, ou seja, todos possuem vantagens e desvantagens.

Logo, mesmo que uma criança possua habilidades que favoreçam o desenvolvimento de técnicas muito mais conectadas a uma maneira de aprender e absorver melhor os conteúdos, ela também pode colher benefícios por meio de outros estilos, pois eles não são excludentes.

Incentivá-la a complementar a experiência de aprendizagem, aproveitando o melhor de cada um, inclusive, é uma atitude mais do que recomendada por parte dos pais, para não limitar o seu desenvolvimento e ajudá-la a expandir o repertório de estratégias de estudo.

Quantos estilos existem?

Segundo um estudo elaborado por um grupo de pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, existem 71 modelos diferentes de estilos de aprendizado.

Um dos mais conhecidos e citados foi elaborado pelo pesquisador Walter Burke Barbe, que identificava três tipos: visual, auditivo e cinestésico. O modelo foi atualizado em 1987 pelo professor Neil Fleming, que adicionou a leitura e a escrita como quarto componente.

Já o modelo que você vai conhecer aqui é inspirado na teoria das inteligências múltiplas, do psicólogo Howard Gardner, que — junto com sua equipe da Universidade de Harvard — identificou sete tipos de inteligência, ignorando a concepção da época de que o conhecimento podia ser quantificado por testes. São eles:

linguística, lógico-matemática, musical, visual (ou espacial), cinestésica, interpessoal e intrapessoal.

Apesar de a teoria de Gardner ter sido atualizada mais tarde com outros dois tipos (naturalista e existencial), o modelo inspirado nela contempla sete estilos de aprendizado. Confira quais são!

1. Cinestésico ou físico

Você sabia que, nos primeiros anos de vida, toda criança é um aprendiz cinestésico? O que isso quer dizer? Que é uma fase em que ela precisa estar em movimento e experienciar atividades que envolvem o uso das mãos e do corpo para descobrir como algo funciona.

Apesar disso, crianças mais inclinadas para o uso de habilidades motoras mantêm a característica depois de passada essa fase — que compreende, principalmente, o jardim de infância — e são, muitas vezes, vistas como problemáticas ou hiperativas, pois não conseguem ficar paradas por muito tempo.

Por isso, é comum que desfrutem melhor dos estudos quando envolvem práticas que as mantêm ativas, mesmo quando estão lendo. Além de terem grande aptidão para os esportes e outras atividades como dança e teatro, gostam de tomar a iniciativa e aprender na prática, sem instruções prévias.

Um hábito que facilita muito o aprendizado para elas em momentos que exigem concentração é ter caneta e papel sempre em mãos para registrar anotações e desenhar. O uso de jogos também é uma ótima pedida para ajudá-las a aprender.

2. Visual ou espacial

Já os aprendizes espaciais aprendem melhor por meio do uso de recursos visuais, pois precisam visualizar os conteúdos, que podem ser tanto as informações registradas no quadro em sala de aula quanto vídeos e ilustrações, como mapas, gráficos ou diagramas.

Tenha em mente que, se o seu filho aprende melhor dessa maneira, o incentivo à leitura se torna muito mais fácil, uma vez que livros, jornais, revistas e outros materiais com informações textuais e imagéticas são os grandes aliados dele no processo de aprendizagem.

Assim como os cinestésicos, eles se beneficiam ao registrar anotações, com a diferença de que precisam do auxílio de representações visuais, como desenhos, mapas mentais e outras estratégias que permitam enxergar como ideias e informações se relacionam. O uso de cores para elaborá-las, assim como de marcadores de texto, para destacar conteúdos relevantes, é um recurso mais do que recomendado para eles.

3. Auditivo

O estilo auditivo, por sua vez, contempla um aprendizado muito mais rico para quem assiste a aulas e palestras, fazendo bom uso de todo e qualquer recurso que ofereça a possibilidade de interação com informações e conteúdos transmitidos oralmente.
A capacidade auditiva de crianças que possuem essa habilidade não só facilita o uso da rima e da música para ajudar nos estudos e estabelecer associações, como também deve ser explorada por meio de audiolivros, vídeos, noticiários e a própria linguagem, para ler em voz alta os seus livros e anotações.

Também podem ser muito articuladas, o que facilita o aprendizado de idiomas e gramática, e favorece a participação em atividades que envolvem o debate de ideias.

4. Verbal

Como você pode imaginar, a palavra é o maior aliado de quem aprende por meio do tipo verbal de aprendizado, tanto na sua forma falada quanto na escrita. O desenvolvimento dessas habilidades se dá em atividades de leitura e escrita, por meio das quais uma criança se torna capaz de se expressar facilmente em qualquer contexto que envolva o uso de palavras.

Especialmente interessadas em aprender o significado de novas palavras e fazer uso criativo delas, gostam de explorar suas sonoridades com o uso de trava-línguas, rimas e jogos.

5. Lógico

Se as palavras são as ferramentas que guiam os aprendizes verbais, os lógicos, por outro lado, preferem trabalhar com números, e são capazes de enxergar problemas complexos de maneira sistemática e estabelecer conexões entre suas partes para entender as relações de causa e efeito entre elas.

Ou seja, o caminho para chegar a uma solução é indispensável para eles, que também conseguem combinar habilidades de aprendizado que contemplam o uso de materiais visuais e a participação em projetos e desafios em que precisam colocar a “mão na massa”.

6. Social

Também conhecido como interpessoal, esse estilo tem no diálogo e na interação com outras pessoas a chave para o sucesso nos estudos.

Comunicativas por natureza, as crianças que são aprendizes sociais aprendem melhor ao participar de atividades coletivas, como projetos em grupo, debates e discussões. Nessas oportunidades, se beneficiam ao compartilhar ideias e lidar com diferentes pontos de vista, além de aprender com os erros cometidos por colegas e outras pessoas.

7. Solitário

Por fim, crianças que se enquadram no tipo solitário (ou intrapessoal) de aprendizado são independentes e introspectivas, e precisam de momentos de silêncio e longe de distrações para se concentrarem, direcionando sua atenção e pensamentos para os conteúdos que precisam aprender.

Mesmo assim, isso não quer dizer que elas sejam necessariamente solitárias, pois são tão capazes de aproveitar momentos de lazer na companhia de amigos e outras pessoas quanto qualquer outra. A diferença é que, quando se trata de estudo, o silêncio e a solidão são ferramentas indispensáveis para elas.

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