Ilustração de um novo coronavírus explodindo. Foto: MR.Cole_Photographer/ Getty Images

O mundo ainda está passando pela fase aguda da pandemia da covid-19, em que ela é considerada “emergência sanitária” pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas, de acordo com um anúncio do diretor regional da entidade na Europa, Hans Henri P. Kluge, feito em 24 de janeiro, é possível que essa fase acabe neste ano. 

Uma das razões é o fato de a variante ômicron estar substituindo a delta, que costuma causar mais complicações. Isso, somado ao avanço da vacinação em diversos países, está contribuindo para que a pandemia entre em uma nova fase, em que há menos pessoas gravemente doentes. 

B.1.1.529 é o nome científico da nova cepa e ômicron é a denominação popular. Crédito da imagem: divulgação

Porém, segundo o comunicado, isso não significa que já é o momento de deixar de se preocupar com a covid-19, já que o número de internações por causa da doença está aumentando. Assim, apesar de as vacinas estarem sendo importantes para evitar os casos mais graves, o aumento do número de pacientes que procuram hospitais para tratar sintomas leves pode fazer com que nem todos consigam atendimento: 

“Ainda estamos vendo um rápido aumento nas hospitalizações, em virtude do grande número de infecções. […] Felizmente, as hospitalizações com ômicron resultam com muito menos frequência em internação na UTI [Unidade de Terapia Intensiva]. Como previsto, a maioria das pessoas que necessitam de cuidados intensivos em toda a região [Europa] não está vacinada.”

Hans Henri P. Kluge, diretor regional da Organização Mundial da Saúde na Europa

Vacina produzida pelas empresas Pfizer e BioNTech. Foto: Justin Tallis – Pool/Getty Images

A nota ainda destaca que outro motivo para tomar os cuidados necessários contra a doença (como o uso de máscaras e evitar aglomerações) é que outras variantes podem surgir. 

“Essa pandemia, como todas as outras antes dela, terminará, mas é muito cedo para relaxar (…) é quase certo que novas variantes da covid-19 surgirão e retornarão. Mas, com forte vigilância e monitoramento de novas variantes, alta adesão à vacinação e terceiras doses, ventilação, acesso igualitário a [remédios] antivirais, testes e proteção de grupos de alto risco com máscaras de alta qualidade e distanciamento físico se e quando uma nova variante aparecer, acredito que uma nova onda não poderia mais exigir o retorno à era da pandemia.”

Hans Henri P. Kluge, diretor regional da Organização Mundial da Saúde na Europa

Fontes: Correio Braziliense, Estadão e OMS Europa.

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Comentários (1)

  • João pedro

    3 meses atrás

    se todos vacinarem, a pandemia pode acabar.

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