Ezequiel A., 15 anos, de Montevidéu (Uruguai), em apresentação de popping. Foto: Arquivo pessoal

No Dia Internacional da Dança, celebrado em 29 de abril, o Joca apresenta cinco estilos pelo mundo: popping, nondje, haka, K-pop e flamenco. Conheça essas danças e saiba o que pensam alguns dos praticantes.

A data foi criada pelo CID (Comitê Internacional da Dança), da Unesco (Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura), no ano de 1982 e homenageia o nascimento do bailarino francês Jean-Georges Noverre (1727-1810).

Popping – Uruguai (América)
Dança urbana surgida na Califórnia (Estados Unidos), em 1970, o popping se espalhou por todo o continente americano. Ezequiel A., 15 anos, de Montevidéu (Uruguai) começou a dar os primeiros passos aos 2 anos, inspirado pelo pai, que também é dançarino.

Ezequiel A., 15 anos, de Montevidéu (Uruguai), em apresentação de popping. Foto: Arquivo pessoal

“Os movimentos, o nome deles, as técnicas e as impressionantes contrações musculares me chamaram a atenção”, diz. “O mais fácil é escutar a música e me deixar levar… Improvisação é um dom que tenho.”

No futuro, ele pretende viajar a outros países para saber mais sobre estilos de dança e ensinar os que conhece.

Nondje – Moçambique (África)
Popular no norte de Moçambique, especificamente na província de Cabo Delgado, este estilo era dançado apenas por homens que se preparavam para lutar na Guerra de Independência (1964-1975), contra Portugal. Hoje, mulheres e crianças também dançam.

Uma dessas crianças é Taynara M., 12 anos, que começou a dançar aos 6 anos. “Há muitas danças em Moçambique… nodje, zore, xigubo, mapiko”, enumera. “Elas são importantes porque contam a história do nosso país e mostram como ele era no passado.“

Na Escola Nacional de Dança, Taynara também faz balé, dança moderna e moçambicana. “Sinto uma forte emoção e fico muito mais à vontade quando estou dançando. Parece que a dança me liberta.”

Haka – Nova Zelândia (Oceania)
Se você já viu algum jogo de futebol ou rúgbi disputado pelo time da Nova Zelândia, deve ter reparado que antes do início da partida os jogadores costumam fazer uma apresentação. Ela é uma demonstração da dança haka, tradicional da cultura maori, povo nativo do país — e também a tribo da princesa Moana na animação da Disney que leva o nome dela.

Antes de partidas de futebol e rúgbi, os times da Nova Zelândia costumam usar a dança para intimidar os oponentes. Foto: Flickr

Haka é o nome genérico dado para todas as danças dos maoris. Como são danças de guerra, as coreografias incluem muitos gritos, tapas no corpo e caretas, como se os dançarinos estivessem lutando. Originalmente, ela era usada como aquecimento para as batalhas, tanto físico quanto mental.

Antes de partidas de futebol e rúgbi, os times da Nova Zelândia costumam usar a dança para intimidar os oponentes.

K-pop: Coreia do Sul (Ásia)

O K-pop (que vem de korean pop, ou pop coreano em português), é um tipo de dança da Coreia do Sul que mistura vários estilos, como hip-hop, pop e street dance. A brasileira Anavella L., 15 anos, interessou-se pela modalidade e começou a dançar em São Paulo (SP).

Ela conta que é preciso ter bastante energia para acompanhar as coreografias, que, além disso, são cheias de expressões faciais. “Nas aulas de K-pop, começamos com aquecimentos e alongamentos para melhorar a flexibilidade e relaxar os músculos”, explica. “Depois, acrescentamos alguns passos e temos uma parte de aula corrida, que é quando aprendemos um trecho da coreografia e o repetimos algumas vezes.”

Anavella L., 15 anos, em apresentação de K-pop

Hoje, alguns grupos de K-pop, como BTS e Red Velvet, são famosos no mundo inteiro pelas músicas e coreografias bem elaboradas e inspiram vários dançarinos.

Flamenco – Espanha (Europa)
Castanholas, vestidos com babados, leques, ritmos envolventes, interpretação dramática… Tudo isso contribui para a força e intensidade de uma apresentação de flamenco, dança típica da Espanha. Para se tornar o que é hoje, o estilo, que em 2010 foi eleito Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura), recebeu influência de diversos povos, entre eles, ciganos, árabes e judeus.

Mas se engana quem pensa que existe apenas um tipo de flamenco. Ao longo dos anos, a dança passou por diversas modificações e influências, fazendo com que, hoje, existam mais de 50 vertentes diferentes.

Embora apresentem elementos em comum, os estilos possuem características próprias, com movimentos e ritmos específicos. Alguns dos tipos mais conhecidos são: alegrías (um dos mais antigos), sevillanas (popular entre o grande público) e soleá (muito praticado por artistas profissionais).

Fontes: All Blacks, G1, G1 e Wikipedia.

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Comentários (3)

  • davi

    2 meses atrás

    muito bonito

  • LAVÍNIA ALVES SANTOS

    1 ano atrás

    muito legal

  • Alunos InterArte

    1 ano atrás

    oi meninas e meninos

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