O dióxido de carbono, um dos principais poluentes, é liberado na atmosfera pela ação humana, como a queima de combustíveis. Foto: Indraneel Chowdhury/NurPhoto via Getty Images

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou que o dióxido de carbono, gás emitido em decorrência de ações humanas (como a queima de combustíveis) e o principal causador do efeito estufa (saiba mais abaixo), bateu um novo recorde de concentração em 2018. De acordo com o relatório, divulgado em 25 de novembro, a última vez que houve tanto dióxido de carbono na atmosfera foi entre 3 e 5 milhões de anos atrás. 

Na época, a Terra era bem mais quente (as temperaturas eram cerca de 2°C mais altas) e o nível do mar era de 10 a 20 metros mais alto (20 metros equivale a aproximadamente à altura de um prédio de seis andares). 

A OMM afirmou no relatório que não há sinais de que a concentração está diminuindo – ou seja, o nível de dióxido de carbono continua alto. 

Emissão precisa cair mais de 7% ao ano para evitar grande aumento na temperatura

A emissão de gases que provocam o efeito estufa precisa cair mais de 7% ao ano de 2020 a 2030 para que o aumento na temperatura global seja de apenas 1,5°C em comparação com os anos antes do Período Industrial (entre os séculos 18 e 19). Se as emissões não diminuírem nesse nível, o aumento da temperatura deve chegar a 3,2ºC, provocando desastres naturais como fortes ondas de calor e tempestades. A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo Programa das Nações Unidas Para o Meio Ambiente (Pnuma) no dia 26 de novembro.

O que é o efeito estufa?

O efeito estufa acontece porque os gases que poluem (como o dióxido de carbono, que é um dos principais) ficam “presos” na atmosfera e não deixam o calor sair. Assim, as temperaturas da Terra aumentam.

Ele é necessário para que o planeta não fique muito frio, mas a poluição causada pela atividade humana está fazendo com que o efeito estufa fique muito intenso e as temperaturas aumentem mais do que deveriam. 

Por isso, ele é a causa do aquecimento global e de todos os problemas que o acompanham, como o aumento do nível do mar. 

Fontes: Folha de S.Paulo, G1 e O Estado de S. Paulo.

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