Lavar as mãos e usar máscara são maneiras de evitar que o novo coronavírus entre no nosso corpo, mas ainda existem muitas dúvidas sobre como lidar com o invasor depois que ele já está no organismo. Com o objetivo de solucionar a questão, cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram nanoesponjas (esponjas em tamanho microscópico) capazes de neutralizar o vírus dentro do corpo humano.

As esponjas minúsculas são revestidas com membranas das células extraídas do pulmão humano, por isso, enganam o novo coronavírus. O vírus é atraído com a intenção de infectar uma célula pulmonar, mas, em vez disso, gruda na esponja e fica impedido de agir.

“Só precisamos saber quais são as células-alvo. E, então, pretendemos proteger os alvos criando chamarizes biomiméticos”, disse Liangfang Zhang, professor de nanoengenharia da escola de engenharia da universidade San Diego Jacobs, um dos envolvidos no estudo, ao site da Universidade da Califórnia. “Chamarizes biomiméticos” são criações de laboratório capazes de fingir ser uma célula comum — caso da esponja que se “fantasia” de célula de pulmão humano.

O tratamento também funciona como prevenção, com a injeção da substância no organismo antes mesmo de qualquer vírus entrar. Os pesquisadores acreditam que a descoberta possa ser útil para prevenir qualquer novo coronavírus que venha a se desenvolver no futuro, impedindo uma nova pandemia.

A invenção não substitui a necessidade de uma vacina e ainda não há previsão para ser testada em humanos.

#pracegover: a ilustração simula elementos em contato com o vírus. Imagem: divulgação

Tecido contra o vírus
Aqui no Brasil, a empresa Nanox divulgou a criação de tecidos que podem eliminar o novo coronavírus. Em teste de laboratório, o material foi capaz de matar 99,9% dos vírus após dois minutos de contato. Saiba mais no site do Joca: bit.ly/tecido-coronavirus.

Fontes: Estadão, Galileu, Metrópoles, Nano Letters e ScienceDaily.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 152 do jornal Joca.

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