Doação de máscaras, campanha para distribuir cestas básicas, ideia para catadores lavarem as mãos. Veja como jovens estão se mobilizando para ajudar os outros diante do avanço da covid-19 no Brasil

Água e sabão para os catadores

#pracegover: Hadassa e Nicole apontam para a criação presa em um poste na rua. Foto: arquivo pessoal

“Eu e a minha irmã, Nicole, vimos um catador de recicláveis mexendo em um contêiner [de lixo] e, depois, passando a mão suja no rosto. Aos ver na TV que o coronavírus estava ficando muito sério, lembramos da cena e pensamos em uma forma de ajudar quem corre muito risco na rua. Então, criamos suportes para lavar as mãos. O suporte é feito com uma garrafa de dois litros [como base]*, uma garrafa de água e uma de sabão [que ficam dentro da base]. Também colocamos um cartaz escrito: ‘Mais vidas, menos mortes’. Os catadores com quem a gente conversou acharam a ideia muito boa. Disseram que são poucas as pessoas que pensam neles.” Hadassa S., 12 anos, Sorocaba (SP)

“A nossa rua tem quatro contêineres. Perto de cada um deles colocamos um suporte para os catadores. É uma ideia muito simples. Qualquer um pode fazer.” Nicole S., 9 anos, Sorocaba (SP)

*A garrafa que serve como base tem furos para que a água da chuva não fique acumulada e não vire foco do mosquito da dengue.

Catadores de recicláveis: pessoas que retiram materiais do lixo para levar para reciclagem. Recebem dinheiro em troca de cada item entregue.

Máscaras e viseiras

#pracegover: Eduardo está em pé e usando uma máscara no rosto. Ao lado, protótipos da viseira. Foto: arquivo pessoal

“Estou participando de um grupo que está produzindo viseiras [equipamento de proteção para profissionais da saúde] de acetato e três tipos de máscaras para doar para hospitais, Assistência Médica Ambulatorial (AMA), centros de acolhimento, entre outros. O primeiro tipo de máscara é feito de pano ou tecido e é costurado por várias pessoas. O segundo é feito de tiras comuns de plástico e folhas de acetato. E o terceiro é produzido em impressora 3D: o suporte superior da máscara é impresso e, depois, os voluntários encaixam acetato e colocam elástico. Já coletamos várias opiniões de trabalhadores de hospitais e vimos que a nossa ação está ajudando bastante.” Eduardo F., 16 anos, São Paulo (SP)

Cestas básicas para famílias

#pracegover: Dora sorri para foto. Ela usa um cachecol preto e nos rosto óculos de grau. Foto: arquivo pessoal

“Eu conheço a ONG Bem Comum já faz bastante tempo. Na segunda semana de quarentena, a coordenadora do projeto me mandou um pedido de ajuda, dizendo que havia famílias de adolescente que participavam da ONG passando fome. Ela me mandou um material de divulgação da campanha (as pessoas podiam doar dinheiro ou itens para compor a cesta) e um vídeo com um pedido de ajuda. Compartilhei em todas as minhas redes sociais. Também escrevi uma mensagem e mandei para todos os meus contatos de WhatsApp. Isso foi criando uma rede de divulgação. As cestas básicas vêm com produtos de supermercado e farmácia, e cada uma custa, em média, 600 reais. Na primeira semana conseguimos doar para seis famílias. Cada cesta dá para uma família de seis a oito pessoas, então já ajudamos muita gente.” Dora G., 15 anos, São Paulo (SP)

Ajudou alguém durante a pandemia? Conte para a gente! Mande a sua história para joca@magiadeler.com.br que a gente colabora para divulgar a sua boa ideia.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 147 do jornal Joca

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Comentários (3)

  • Lucas Rodrigues

    9 meses atrás

    Adorei o que vocês fizeram.Parabéns!!

  • Michell Viana

    10 meses atrás

    parabéns!!!!!!

  • Sirley Santana Moreira

    10 meses atrás

    É de grande importância que essa nova geração esteja envolvida nas ações contra essa pandemia. Já que, serão eles que herdarão os resultados, sendo positivos ou negativos.

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