A Convenção Sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites, na sigla em inglês) decidiu limitar a captura de elefantes africanos e sua venda a outros países. O encontro foi realizado entre 17 e 28 de agosto, em Genebra, na Suíça.

Elefante africano
#pracegover: elefante caminha por seu habitat natural, olhando para a foto. Foto: Getty Images

Segundo o texto aprovado, os animais só podem ser levados do local de origem se ficar comprovado que o novo destino será melhor para a conservação deles. A ideia é tornar mais difícil a venda de elefantes para zoológicos e parques ao redor do mundo.

Segundo o Fundo Mundial Para a Natureza (WWF, na sigla em inglês), a população africana de elefantes caiu de 10 milhões, em 1930, para 415 mil atualmente. Entre os motivos para a queda está a venda de partes desse animal com alto valor no comércio internacional, caso do marfim presente nas presas do elefante.

Outras espécies

A 18ª edição da Cites também alterou as regras de comércio para mais animais e vegetais. Confira algumas das mudanças:

Lontras

Lontras
#pracegover: duas lontras brincando estão sobre um chão de areia molhada. Foto: Getty Images.

Foi proibido o comércio internacional de algumas espécies desse animal, que teve queda de 30% em sua população nos últimos 30 anos.

Girafas

Girafa
#pracegover: girafa em seu habitat natural, perto de árvores. Foto: Getty Images.

O comércio passa a ser limitado para garantir a sobrevivência da espécie, que diminuiu 40% no mundo nas últimas três décadas.

Cedro

Cedro
#pracegover: a fotos mostra uma grande árvore cedro em um terreno gramado. Foto: Getty Images.

A convenção determinou que é preciso ter uma autorização para comercializar madeira de todas as espécies dessa árvore na América Latina.

O que é a Cites?

É um conjunto de normas que regula o comércio de mais de 35 mil plantas e animais. O tratado foi criado há mais de 40 anos e é assinado por 183 países — o Brasil passou a fazer parte em 1975. Essas nações se reúnem a cada três anos para avaliar se é necessário mudar alguma regra para garantir a sobrevivência de determinadas espécies. Os países que desrespeitarem as normas correm o risco de serem punidos. O próximo encontro será em 2022, na Costa Rica.

Fontes: Cites, DW, Estado de Minas e The Guardian

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 137 do jornal Joca.

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