#PraCegoVer: A fotografia mostra o surfista Gabriel Medina, deitado em cima da prancha no meio do mar. Foto: divulgacão.

Com apenas 25 anos, Gabriel Medina é o principal nome do surfe brasileiro. O atleta conquistou o título de bicampeão mundial em 2018, após vencer pela segunda vez o Circuito Mundial de Surfe da World Surf League (Liga Mundial de Surfe, em inglês).

Medina nasceu em São Sebastião, no litoral do estado de São Paulo. Por viver perto da praia, começou a praticar surfe com apenas 9 anos. Depois, ele não parou mais. Aos 11 anos, ganhou o primeiro campeonato, chamado Rip Curl Grom Search, uma disputa nacional e, aos 14, já tinha vencido seu ídolo brasileiro no esporte, Adriano de Souza, o “Mineirinho”, em uma competição mundial profissional.

#pracegover: Gabriel Medina, em 17 de dezembro de 2018, em Pupukea, no Havaí. A imagem mostra o surfista dentro do mar, surfando uma onda muito grande. Foto: Koji Hirano/Getty Images.


Com 17 anos, Medina chamou a atenção do mundo todo em uma etapa do campeonato World Surf League Tour (disputado na França e nos Estados Unidos por atletas da elite do esporte) em que realizou uma das manobras mais raras e difíceis, o backflip — uma espécie de salto mortal segurando a prancha.

Em entrevista aos repórteres mirins Erik S., 11 anos, e Nairê M., 13 anos, Gabriel Medina falou sobre a sensação de surfar em campeonatos mundiais, do que mais gosta no esporte e as maiores dificuldades na vida de um surfista profissional.

Erik: Qual é o seu lugar favorito para surfar?
A minha onda predileta é a de Maresias (SP), onde cresci. Não tem nada melhor do que surfar em casa!

Nairê: Em sua opinião, qual é a manobra mais fácil de fazer? Qual é a sua favorita?
Eu sempre me divirto muito na água. Acho que o tubo e o aéreo [saiba mais no box] são as manobras que eu mais gosto de fazer.

Erik: Como você consegue ir tão alto ao fazer os aéreos?
Desde pequeno, sempre gostei de dar aéreos. Acho que consigo ir muito alto porque treinei muito ao longo da vida.

Nairê: Qual é a sua “prancha mágica”?
Essa é uma boa pergunta (risos). Acho que é a prancha que ganhei no meu primeiro título mundial. Ela é muito especial para mim.

Erik: Você fica nervoso nas suas baterias [disputas entre surfistas]? Como você se sente?
No começo da carreira, ficava nervoso, mas com o tempo fui melhorando e hoje é muito raro eu ficar nervoso em uma bateria.

Nairê: O que é mais difícil de abrir mão na vida de atleta?
Com certeza, a parte mais complicada é não poder estar sempre perto de quem você ama. Como viajo muito, é difícil ficar perto da minha família e dos meus amigos.

Erik: Maresias foi uma boa escola para o WCT, o Campeonato Mundial de Surfe?
Com certeza! Maresias tem ondas de todos os tipos, então foi uma grande base. É um lugar perfeito para mim. Eu amo surfar em Maresias.

Nairê: Qual é a sensação de competir em uma etapa importante do WCT?
É inacreditável olhar para trás e ver tudo que passei para chegar ao WCT. Estar nele sempre foi o meu objetivo e hoje eu entro em todas as etapas com o objetivo de vencer! Para este ano minha missão vai ser dupla: tentar o tricampeonato mundial e me classificar para a Olimpíada de Tóquio, em 2020.

Nairê: Que etapa do WTC você acha mais fácil? E a mais difícil?
Todas as etapas são difíceis (risos)! Nenhuma é fácil, o nível é muito alto. Cada uma tem características diferentes, depende muito das condições. Mas Fiji, França e Pipeline são as minhas favoritas. Eu também adoro surfar na etapa do Rio, com toda a torcida brasileira acompanhando.

Nairê: Se não fosse surfista, você seria o quê?
Acho que seria um profissional relacionado ao surfe, como treinador, preparador técnico ou algo do tipo, pois não consigo me ver fora do esporte.

Erik: Qual é o surfista que mais o influenciou?
Sempre gostei muito do australiano Mick Fanning. Ele sempre foi uma inspiração para mim, não só como surfista, como pessoa também. Claro que também tive muita influência dos surfistas brasileiros que antecederam a nossa geração, como Teco Padaratz, Victor Ribas, Fábio Gouveia e muitos outros.

pracegover: a garota Nairê M., de 13 anos, aparece na foto usando maiô azul com estampas coloridas. Ela sorri, está com parte dos cabelos loiros presos e segura uma prancha de surfe em cada mão. Está na praia. Imagem: arquivo pessoal.

 

#pracegover: o garoto Erik S., de 11 anos, aparece na foto usando roupa de surfista nas cores preta, cinza e vermelha. Ele segura uma prancha de surfe colorida debaixo do braço direito e está na praia. Foto: arquivo pessoal.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 127 do jornal Joca.

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