Nesta edição, a pergunta do nosso leitor é muito bacana. A mesada é uma ótima ferramenta para aprender algumas lições importantes sobre a relação com o dinheiro. No entanto, o quanto cada criança deve receber depende de alguns fatores.

Primeiramente, da condição financeira dos pais. Essa deve ser a regra número 1. Não adianta estabelecer referências do quanto uma criança deveria receber por mês se os pais não têm condições de oferecer o valor neste momento. Lembre-se de que existem prioridades na família, como o pagamento das despesas da casa, com saúde e educação. Por isso, converse com seus pais sobre esse assunto.

Considerando que a mesada seja algo possível para os pais, o próximo passo seria definir o valor. Para quem tem entre 7 e 11 anos, normalmente recomendo um valor semanal: algo em torno de R$ 1 por ano de idade, por semana. Ou seja, aos 8 anos, o valor recebido por semana seria de R$ 8.

Nessa fase da vida é legal que você aprenda a separar um pouco para gastar nas coisas do dia a dia e uma parte para guardar — por exemplo, para algo que queira comprar no futuro. Comece separando o dinheiro em um cofrinho. Quando ele estiver cheio, abra uma conta poupança em um banco (saiba mais sobre contas bancárias na coluna da edição 137 do Joca).

Criança produzindo dinheiro
#pracegover: menino vestindo terno preto, camisa branca, gravata laranja e óculos coloca ideias em uma máquina de dinheiro feita de papelão. Como resultado, saem notas de real. Na frente dele há um caderno e uma caneta. Seus cabelos são curtos em tom de loiro. Foto: Getty Images.

Já para aqueles que estão acima dessa idade, entre 12 e 18 anos, a responsabilidade muda e, com ela, a função da mesada. Nessa fase os valores passam a ser mensais. É muito importante que, com o avanço da idade, a responsabilidade com o dinheiro também aumente. Com isso, suas escolhas terão um impacto cada vez maior nas suas economias.

Exemplo: se você já está naquela idade de sair de vez em quando com os amigos, seria legal calcular — com seus pais — um valor a ser gasto por mês com essa atividade. Com isso definido, um sorvete fora de hora pode acabar deixando você com pouco dinheiro no fim do mês. O gasto inesperado com o sorvete foi uma escolha sua, portanto, você terá que conviver com as consequências disso.

Aqui, as reservas de dinheiro devem ficar um pouco maiores. Assim, as opções de investimento aumentam (saiba mais sobre investimentos nas colunas das edições 130, 131, 132, 134 e 135 do Joca).

Aproveite a mesada para compreender a importância do dinheiro e aprender a se planejar, lidar com a ansiedade, fazer boas escolhas e, acima de tudo, dar valor a cada centavo que recebe. Um grande abraço!

Tem outras dúvidas sobre dinheiro e finanças? Mande-as para a gente no e-mail: joca@magiadeler.com.br. Estou pronto para ajudá-lo!

Marcelo Siqueira – Planejador financeiro certificado CFP®, formado em economia com pós-graduação em mercado de capitais pela FEA-Fipe. Auxilia famílias e pessoas na condução e otimização de recursos, no planejamento e conquista de sonhos e na construção de patrimônio. marcelo.siqueira@futurarplan.com.br.

Marcelo-Coluna-Financas
#pracegover: Marcelo usa camisa cinza e sorri para a foto. Ele segura uma caneta com a mão direita. Ao fundo, uma parede vermelha. Imagem: divulgação.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 138 do jornal Joca.

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