Para resgatar o visual das sete maravilhas do mundo antigo, o projeto The 7 Wonders of the Ancient World, Reconstructed simulou, a partir de imagens em 3D, como essas construções eram originalmente. O trabalho, feito pelos designers turcos Erdem Batirbek e Keremcan Kirilmaz e pelo artista gráfico belga Fractal Motion, foi publicado em 16 de abril.

A lista com as sete maravilhas do mundo antigo data do século 2 a.C. e não se sabe ao certo quem é seu autor — pesquisas indicam nomes como o grego Antípatro de Sídon e o matemático Filão de Bizâncio. A ideia era indicar as obras artísticas e arquitetônicas mais incríveis da Antiguidade. Com o tempo, as construções foram destruídas ou sofreram alterações, assim, não se sabe com total precisão como elas eram originalmente. O novo projeto, porém, consegue dar uma boa ideia do visual de cada uma delas.

1 – Colosso de Rodes

#pracegover: Hélios aparece em tamanho gigante, com corpo avermelhado, sob dois prédios. As construções estão no mar e, por baixo da estátua, passa o oceano. Crédito: Budget Direct

Construída na Grécia, a estátua tinha 32 metros de altura — o mesmo que um prédio de dez andares — e era uma representação do deus grego do sol, Hélios. Ela servia como porta de entrada da ilha de Rodes e levou 12 anos para ficar pronta. Foi destruída por um terremoto em 225 a.C.

2 – Grande Pirâmide de Gizé (ou Pirâmide de Quéops) 

#pracegover: Tumba acinzentada, com ponta dourada, foi construída sob areia. O céu do local é extremamente azul. Crédito: Budget Direct

Parte do conjunto das três pirâmides de Gizé, é o único monumento da lista que ainda existe. Fica no Cairo, capital do Egito, e foi construída para ser a tumba do faraó Quéops, que reinou entre os anos 2551 a.C. e 2528 a.C.

3 – Jardins Suspensos da Babilônia

#pracegover: construção com de vários andares, com paredes brancas, plantas e fonte de água, está diante de um terreno de areia. Crédito: Budget Direct

É a única que ninguém tem certeza se realmente existiu — não há registros ou achados históricos além da lista. O local pode ter sido destruído por um terremoto após o século 1 a.C.

4 – Farol de Alexandria

#pracegover: Prédio em tons de amarelo com uma torre alta. Está localizado diante de um mar, repleto de barcos coloridos. Crédito: Budget Direct

Foi construído no século 3 a.C. para servir como referência para os navegantes, que se guiavam pela luz emitida pelo fogo no topo do farol. Tinha entre 117 e 134 metros de altura (cerca de três vezes a do Cristo Redentor) e mostrava aos viajantes que eles se aproximavam da ilha de Faros, no Egito. Foi destruído por um terremoto no século 14.

5 – Mausoléu de Halicarnaso

#pracegover: mausoléu de
halicarnaso é construído quase à beira mar. O prédio tem paredes brancas, pilastras e detalhes em dourado. É cercado por casas e, ao fundo, é possível ver montanhas verdes. Crédito: Budget Direct

Ficava na cidade de Halicarnaso (na atual Turquia) e abrigava o túmulo do rei Mausolus. Começou a ser construído em 353 a.C. e levou três anos para ficar pronto — o que aconteceu dois anos depois da morte do rei. Foi danificado por um terremoto entre os séculos 11 e 15.

6 – Estátua de Zeus em Olímpia

#pracegover: internamente, o templo tem várias pilastras cinzas, com detalhes em bronze na ponta. O chão é de mármore. Ao fundo, está a estátua de Zeus sentado em um trono. O objeto é na cor cinza, com detalhes, como a túnica que ele usa, em dourado. Crédito: Budget Direct

Em 440 a.C., como a cidade de Olímpia, na Grécia, estava ficando famosa por sediar os Jogos Olímpicos, o governante, Péricles, quis incrementar o templo dedicado ao pai dos deuses gregos, Zeus. Assim, mandou fazer uma estátua em homenagem a ele, com 15 metros de altura.

7 – Templo de Ártemis

#pracegover: templo é todo sustentado por pilastras nas cores cinzas. O telhado é marrom. O entorno tem um jardim com plantas verdes. Crédito: Budget Direct

Foi erguido em homenagem à deusa grega da caça e dos animais selvagens, Ártemis, em Éfeso (atual Turquia). Reconstruído por cerca de sete vezes, teve uma das versões incendiada em 356 a.C. Sua reconstrução é o templo considerado uma das maravilhas.

Fontes: Budget Direct, InfoEscola, Nexo, Aventuras na História, Superinteressante e UOL.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 132 do jornal Joca.

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