Excelente a pergunta que chegou do Mateus! A resposta é simples: pela mesma razão que justifica a educação em outras áreas da nossa vida, como a educação que recebemos dos nossos pais e nas escolas.

Vamos pensar juntos: o que explicaria a dedicação que os pais têm dentro de casa com os filhos e o quanto se empenham para mantê-los estudando durante boa parte da vida? Na minha opinião, é o objetivo de tornar os filhos pessoas melhores. A educação financeira pode complementar essa formação.

Com a educação financeira, nós:

– Entendemos melhor o valor do dinheiro que recebemos;
– Compreendemos a importância de separar uma parte do que ganhamos para uma emergência;
– Aprendemos a poupar para os nossos sonhos;
– Passamos a ser capazes de ajudar outras pessoas.

Ter mais conhecimento sobre a forma como lidamos com o dinheiro também nos possibilita fazer escolhas melhores e, quem sabe, nos livrar de preocupações futuras, como dívidas e financiamentos com taxas abusivas. Opa! Acho que ainda não tratamos do assunto dívidas e financiamentos aqui na coluna. Vou guardar o tema para uma das próximas edições

Por ora, entenda a dívida e/ou financiamento como o exercício de pegar dinheiro emprestado para ter algo hoje e pagar por isso no futuro — mas por um valor mais alto. Segundo o Banco Central, a parcela da renda usada para o pagamento de dívidas e financiamentos entre a população brasileira está em torno de 20%.

Vamos entender o que isso significa: 

1. Imagine que uma família tenha R$ 1.000 por mês para gastar;
2. Agora, imagine que, em média, R$ 200 desse valor já estão comprometidos com algo comprado no passado e que está sendo pago hoje;
3. Os R$ 800 que sobraram para a família precisam ser distribuídos entre alimentação, moradia, escola, transporte, saúde, despesas pessoais (como roupas) e lazer (passeios e restaurantes, por exemplo);
4. Os R$ 200 de uma dívida feita no passado representam os 20% da renda comprometida, conforme aponta o Banco Central.

Mas é preciso entender que nem sempre os empréstimos e financiamentos estão relacionados à ausência de educação financeira. A situação pode surgir, por exemplo, por causa de um momento de desemprego. No entanto, ter uma base financeira sólida, construída com uma reserva para emergências, poderia ter minimizado esse custo.

Conclusão: quanto mais conhecimentos financeiros as pessoas tiverem, melhores serão suas escolhas para fazer o dinheiro crescer. Está lembrado do conceito de investimentos que já falamos aqui? É como se fosse o oposto de pegar emprestado. Você abre mão de ter algo hoje com a chance de ter algo melhor amanhã. Falaremos mais sobre o tema!

Um abraço,

Marcelo Siqueira
Planejador financeiro certificado CFP®, formado em economia com pós-graduação em mercado de capitais pela FEA-Fipe. Auxilia famílias e pessoas na condução e otimização de recursos, no planejamento e conquista de sonhos e na construção de patrimônio.
marcelo.siqueira@futurarplan.com.br

Marcelo-Coluna-Financas
#pracegover: Marcelo usa camisa cinza e sorri para a foto. Ele segura uma caneta com a mão direita. Ao fundo, uma parede vermelha. Imagem: divulgação.

Tem outras dúvidas sobre dinheiro e finanças? Mande-as para a gente no e-mail: joca@magiadeler.com.br. Estou pronto para ajudá-lo!

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 139 do jornal Joca.

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Comentários (4)

  • DUXU1904

    3 meses atrás

    muito legal amei cara

  • Lili

    3 meses atrás

    Muito legal

  • neymar

    3 meses atrás

    adorei

  • MDJSVFBCUYFDV

    3 meses atrás

    QUE LEGAL

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