O uso de máscara e a vacinação estão entre as medidas mais indicadas para evitar que o novo coronavírus se espalhe nas escolas. Foto: Jena Ardell/Getty Images

Dezoito estados e o Distrito Federal (DF) devem ter aulas presenciais obrigatórias nas escolas estaduais a partir do início do ano letivo de 2022. O levantamento, divulgado no dia 26 de janeiro, foi feito pelo UOL.

O retorno obrigatório não vale para escolas municipais e particulares. No caso das municipais, a prefeitura de cada cidade decide como será a retomada, enquanto as particulares têm autonomia para optar pelo modelo que preferirem.

A decisão de tornar o ensino presencial obrigatório na rede estadual foi tomada por causa do avanço na vacinação – principalmente entre as crianças, o que torna o ambiente escolar mais seguro para elas.

As regras de volta às escolas, porém, podem mudar caso aconteça uma piora na pandemia (se os casos ou as internações por covid-19 aumentarem, por exemplo). Por isso o uso de máscaras e de álcool em gel e o distanciamento social continuam sendo essenciais para que a retomada aconteça – com a vacinação dos estudantes.

Dos 26 estados brasileiros, apenas na Paraíba e em Pernambuco os alunos não serão obrigados a voltar para a escola todos os dias. Na Paraíba, as escolas começarão o ano adotando o ensino híbrido. Já em Pernambuco, o ensino presencial será opcional.

Estados sem definição

Acre, Ceará e Amapá ainda não definiram o modelo de aulas que será adotado para 2022. No caso do primeiro, as autoridades sanitárias da região devem aprovar ou não o retorno presencial obrigatório nos próximos dias. Já Pará, Tocantins e Rondônia não responderam a pesquisa do UOL.

Estudantes durante aula em escola de São Paulo (SP). Foto: Miguel Schincariol/Getty Images

O que os pais pensam?

Por um lado, algumas famílias defendem que devem ser capazes de escolher se os estudantes vão retornar ao ensino presencial ou não – principalmente enquanto as crianças ainda não estão completamente imunizadas (com as duas doses) contra a covid-19. Isso porque temem que os jovens fiquem doentes ou transmitam o vírus para familiares, como pais e avós. 

Ao mesmo tempo, há quem afirme que o ensino presencial traz benefícios para a educação das crianças e adolescentes. De acordo com uma pesquisa do Datafolha de 21 de outubro de 2021, 85% dos 1.826 jovens entrevistados se disseram mais motivados a estudar após a retomada da modalidade presencial. Além disso, 73% afirmam que acreditam que o principal objetivo da retomada é recuperar a aprendizagem, enquanto 22% defenderam que o mais importante é a interação com colegas e professores. 

Fontes: G1, Joca e UOL.

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