Avós de orcas
As avós ajudam os netos a ficarem mais independentes. Foto: Divulgação.

A presença de uma avó pode fazer muita diferença na vida de uma orca. Segundo uma pesquisa publicada no jornal de ciências Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), no dia 9 de dezembro, os indivíduos que têm avós vivas tendem a viver mais do que aqueles cujas avós morreram.

Para chegar a esse resultado, os cientistas compararam crias com e sem avós vivas. Ao final, descobriram que os animais que perderam as avós nos últimos dois anos têm uma taxa de mortalidade (recurso que mede o risco de morte) 4,5 vezes maior do que aqueles que ainda têm avós vivas.

Os pesquisadores afirmam que isso se deve ao fato de que a avó orca tende a ajudar na criação dos descendentes. Nesse sentido, o seu trabalho inclui trabalhar em equipe com os netos, dividir alimentos com eles, ajudá-los a conquistar mais independência, entre outras práticas.

O estudo também mostrou que, quando se trata da sobrevivência dos netos, é importante levar em consideração dois tipos de avós: aquelas que estão no período reprodutivo (ainda podem ter filhos) e aquelas que não podem mais, por já ter mais de 30 ou 40 anos – idade limite para se reproduzir.

Avós de orcas
As orcas fêmeas podem se reproduzir até os 30, 40 anos. Foto: Divulgação

Segundo os pesquisadores, as avós que não podem mais ter crias tendem a dar mais atenção para os netos do que aquelas que ainda podem ter filhos.

Isso porque as avós que não têm crias conseguem se movimentar e fazer mais ações do que as que estão em período reprodutivo – estas, além de se preocupar com os netos, precisam dar atenção aos filhos, que podem ainda ser pequenos.

Fonte: Pnas.

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