Dados divulgados em 25 de julho, pelo Ministério da Saúde, mostraram que a quantidade de obesos voltou a crescer no Brasil após três anos. Em 2018 (ano de realização da pesquisa), 19,8% dos entrevistados estavam obesos — número que permanecia estável, em 18,9%, desde 2015. Este é o maior índice de obesos no país em 13 anos. A quantidade de brasileiros com excesso de peso também aumentou, de 54% em 2017 para 55,7% no ano passado.

De acordo com declaração de Wanderson Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o alto consumo de gordura, açúcar e alimentos ultraprocessados (como refrigerantes e biscoitos recheados) contribui para os resultados.

A pesquisa é feita anualmente desde 2006. Na última edição, foram entrevistadas 52.395 pessoas acima de 18 anos, em todas as capitais do país e no Distrito Federal.

Mais dados da pesquisa

Obesos no Brasil

2006 – 11,8%
2018 – 19,8%

Boa notícia: estamos consumindo mais frutas e hortaliças

2008 – 20%
2018 – 23,1%

Capital com menos obesos

São Luís (MA) – 15,7%

Capital com mais obesos

Cuiabá (MT) e Manaus (AM) – 23%

Excesso de peso x obesidade

Em adultos, o cálculo para saber se o peso está saudável é feito pelo Índice de Massa Corporal (IMC), em que o peso é dividido pela altura ao quadrado.

Por exemplo: 70 kg ÷ 1,70 m ao quadrado (1,70 x 1,70 = 2,89) = 24,2

Se o resultado for igual ou acima de 25, há excesso de peso. Se for igual ou acima de 30, trata-se de um caso de obesidade — doença que traz riscos à saúde, pois pode levar a problemas como hipertensão e diabetes. Para saber se o peso de uma criança ou adolescente está adequado, é preciso levar em conta mais fatores, consultando um médico.

De acordo com o Unicef (Fundo das Nações Unidas Para a Infância, na sigla em inglês), 10% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos estão acima do peso esperado para a idade

Fontes: Folha de S. Paulo, G1, Ministério da Saúde e Unicef.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 135 do jornal Joca.

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