Rio de Janeiro - Maria Isabella acompanha as informações em um tablet na exposição Capte-me, nenhuma presença será ignorada (Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil)

Exposição “Capte-me, nenhuma presença será ignorada”, mostra os rastros digitais que produzimos todos os dias
Cada pessoa produz no seu dia a dia rastros digitais e os dados produzidos podem ser usados para adquirirmos conhecimentos, como o Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA) do Museu do Amanhã, usou para fazer a exposição CAPTE-ME: nenhuma presença será ignorada.

O nome da exposição representa a experiência que cada pessoa terá durante a visita.

Cristina Indio do Brasil/ Agência Brasil
Maria Isabella, Isabel e Luiza se divertiram na exposição Capte-me, nenhuma presença será ignorada

Todos os movimentos que fizer no espaço serão notados e registrados de várias formas, mostrando, inclusive, que é possível, para o visitante, interferir no ambiente.

“Essa exposição tenta revelar que a gente está sendo captado por vários sistemas que estão em volta da gente. Anda na rua e tem câmeras que captam a gente. O nosso celular manda um sinal chamado de CDR e a cada dois minutos ele sabe a sua localização, quantos celulares estão em volta, então, são várias informações a todo momento. Cada vez mais a gente está sendo monitorado e captado por vários sistemas.

O interessante com isso é poder entender esta informação e interferir no sistema”, disse a diretora do Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA) do Museu do Amanhã e curadora da exposição, Marcela Sabino.

Foto: Cristina Indio do Brasil/ Agência Brasil
Marcela Sabino, diretora do Laboratório de Atividades do Amanhã é curadora da exposição Capte-me, nenhuma presença será ignorada

Durante a visita, o público passeia por ambientes lúdicos e interage com projeções, sons e gráficos, que se modificam com dados em tempo real, por meio de sensores que captam o movimento da pessoa, conforme a distância dos aparelhos e de acordo com a temperatura e luminosidade da sala.

Pode ter ainda a experiência, de, por meio de tablets, visualizar representações do fluxo de pessoas no mundo. Além disso, pode acompanhar vídeos de especialistas com explicações para temas como: O que é dado, informação e conhecimento; Internet de todas as coisas; e Big Data.

 

Foto: Cristina Indio do Brasil/ Agência Brasil

Isabel Monteiro Cardoso, de  9 anos percorreu a exposição registrando tudo em um vídeo feito com o seu celular.

“Eu boto no youtube. Aí mostro a exposição, as coisas”, disse empolgada.

Para a menina, que foi à exposição com a irmã gêmea Luíza e a amiga de 9 anos Maria Isabella Campos Carvalho, o que mais  chamou atenção foi passar a mão em quatro torres e provocar a criação de um som diferente em cada uma interferindo no ambiente.

A mesma sensação teve a amiga. “É legal a gente ficar botando a mão ali e ter vários sons diferentes e escutar sons que a gente nunca escutou”, revelou.

A irmã Luiza gostou tanto da experiência que vai falar com os amigos para irem na exposição. A menina já tinha ido algumas vezes passear na área externa do museu, mas se encantou em poder conhecer a parte interna. “Eu gosto de brincar lá e ver os navios [na Baía de Guanabara], os aviões [chegando e partindo do Aeroporto Santos Dumont, que fica próximo], o museu é bem legal, mas prefiro aqui dentro. Gostei muito”, disse.

Maria Isabella acompanha as informações em um tablet na exposição Capte-me, nenhuma presença será ignorada.

Foto: Cristina Indio do Brasil/ Agência Brasil

Foto: Cristina Indio do Brasil/ Agência Brasil/Fotos Públicas

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