No dia 31 de outubro, comemoramos o Dia do Saci. O menino que usa gorro vermelho na cabeça e pula de um pé só é um dos principais personagens do folclore do Brasil, histórias tipicamente brasileiras.

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Para comemorar a data, Chico Nunes, professor de filosofia da Faculdade Cásper Líbero, criou a chamada Saciata, uma passeata em que os participantes saem pela Avenida Paulista, em São Paulo, pulando de um pé só e usando um gorro vermelho na cabeça. Confira a entrevista:

saci-31. Como surgiu a ideia da Saciata?

A ideia surgiu a partir do símbolo que é a Avenida Paulista, local de muitas passeatas. Organizamos uma passeata pulando numa perna só, com o gorrinho na cabeça! Nós só atravessamos a Paulista de um lado para o outro e depois voltamos. Ela acontece entre o prédio da Gazeta e a loja da FNAC. É tudo muito rápido, bem ao estilo das aparições do Saci.

2. Desde quando a Saciata é feita?

Realizamos a primeira Saciata em 2006, na sequência de várias outras atividades do Dia do Saci. Já fizemos o “Futebol do Saci”, com regras especiais: o jogador só pode chutar a bola com o pé que tem uma fita vermelha amarrada; o placar não pode superar a diferença de dois gols, o futebol “sacizístico” não permite humilhar o adversário. Já fizemos “almoço do Saci”, com cardápio de comida caipira. Já fizemos exposição de artes sobre a presença e a ausência do Saci.


3. Qual foi a melhor edição?

Cada Saciata tem uma característica diferente. Já fizemos em dia que estava muito frio, em dia chuvoso. Enfim, nas condições climáticas mais variadas. As primeiras Saciatas contaram com maior participação, já chegamos a ter cerca de 100 pessoas. É possível encontrar alguns vídeos e fotos na internet.

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4. Qual é a importância do Dia do Saci?

É um dia para afirmar a cultura brasileira. Mas é bom deixar claro que o Movimento Sacizístico não é nacionalista! Pelo contrário, queremos globalizar o Saci! Da mesma forma que chegam para nós as mais variadas festas, de diversos países, queremos fazer um intercâmbio. Queremos que tenha festa do Dia do Saci nos EUA, na Europa em todos os cantos do planeta!

5. Que dicas você daria para as escolas que querem falar mais sobre o folclore brasileiro?

O Saci é um ótimo mito para trabalhar diversos conteúdos. Desde o estudo da Mitologia Brasileira até os diversos temas de História. O Saci originalmente era um duende indígena, do Povo Guarani, chamado Yaci-Yaterê. Mas ele ficou conhecido popularmente por Saci-Pererê. Durante o período da escravização do povo negro, ele ficou negro e assumiu a luta contra a escravidão. O Saci é o protetor das florestas e das crianças. Portanto, ele é de uma riqueza enorme para ser trabalhada na escola, dos anos iniciais até o ensino superior. Já existem teses de Antropologia sobre o Saci!

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6. Você tem alguma dica de livro infantojuvenil que fale sobre o Saci ou sobre o folclore de uma maneira geral?

Recomento uma ótima coleção, escrita e desenhada por dois importantes “Saciólogos”:  a Coleção “Mitologia Brasílica”, do jornalista Mouzar Benedito e do cartunista Ohi. Cada volume da coleção é sobre um dos amigos e amigas do Saci: “O Curupira: Nosso gênio das matas”; “A Iara: Encanto das águas”; “O Caipora: Amigo dos bichos”; “O Boitatá: Esse mito é fogo!”; “Lobisomem, Cuca e Mula sem Cabeça: Importados e naturalizados”. E o volume sobre o Saci: “O Saci: Guardião da floresta”. Da Liz Editora.

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