Milhares de brasileiros saíram às ruas em centenas de cidades nos dias 15 e 26 de maio. No dia 15, em aproximadamente 200 cidades dos 26 estados do país e no Distrito Federal, os protestos foram contra o bloqueio no orçamento do Ministério da Educação (MEC). O congelamento afeta instituições públicas do ensino infantil ao superior (saiba mais na edição 131 do Joca).

Onze dias depois, defensores do governo foram às ruas em cerca de 150 cidades dos 26 estados do país e no Distrito Federal. Os manifestantes demonstraram apoio a Jair Bolsonaro e pediram que o Congresso aprove a reforma da Previdência. Segundo eles, a medida representará economia aos cofres públicos, diminuindo os bloqueios do orçamento.

Protesto a favor do governo e de suas reformas acontece no mesmo local, 11 dias depois. / #pracegover Multidão, com vestimenta predominantemente verde e amarela e cartazes nas mesmas cores, na Avenida Paulista. Créditos: Cris Faga_NurPhoto_GettyImages/ Cecília Bastos_USP Imagens_Creative Commons

 

manifestantes aparecem reunidos na avenida Paulista, em São Paulo, contra bloqueios do governo na educação, no dia 15 de maio. / #pracegover: manifestante erguem cartazes e bandeiras vermelhas durante manifestação. Créditos: Cris Faga_NurPhoto_GettyImages/ Cecília Bastos_USP Imagens_Creative Commons.

Paralisação nas escolas
No dia 15 de maio, parte das escolas, institutos e universidades públicas e privadas do país paralisou as atividades para que estudantes e professores pudessem comparecer aos protestos, enquanto outras preferiram manter as aulas.

Em São Paulo, aproximadamente 30 escolas particulares aderiram à paralisação, segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP). No Rio de Janeiro, mais de 50 escolas privadas deixaram de ter aula, de acordo com o Sinpro- -Rio. Entre as escolas que decidiram não parar estava o Colégio pH, da capital fluminense, que optou por promover debates sobre a educação pública e os bloqueios no orçamento no dia do ato. O Joca entrou em contato com outras escolas que não aderiram à manifestação, em diversas cidades, mas elas preferiram não dar entrevista sobre o tema.

Uma nova manifestação foi marcada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) para o dia 30 de maio. Não havia notícias de um novo protesto em favor do governo até o fechamento desta edição.

Reação do governo
Uma semana após os protestos de 15 de maio, o governo federal anunciou que vai usar recursos da reserva orçamentária para desbloquear 1,58 bilhão de reais da verba de educação que havia sido congelada — assim, o bloqueio na área, que era de 7,4 bilhões de reais, agora é de 5,8 bilhões de reais. A reserva é o dinheiro previsto para ser usado em casos de emergência.

Depois dessa retirada, a reserva orçamentária, que era de 5,37 bilhões de reais, foi reduzida para 1,56 bilhão de reais — o restante do dinheiro foi destinado para outros órgãos do Poder Executivo, como o Ministério do Meio Ambiente.

Fontes: Correio Braziliense, Estadão, Folha de S.Paulo, G1, Metrópoles, Veja e UOL. 

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 132 do jornal Joca.

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