A Polícia Federal prendeu na manhã na quarta-feira (25) o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado.
De acordo com a polícia, o senador foi preso porque está atrapalhando investigações da Operação Lava Jato.

Além de Delcidio, no mesmo dia também foi preso o banqueiro André Esteves, dono do banco BTG Pactual.

As prisões são preventivas, ou seja, não há data determinada para terminar.

Delcídio foi preso por tentar dificultar as investigações que a policia está fazendo sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Segundo investigadores, ele pediu para que Ernesto Cerveró, ex-diretor da Petrobrás, empresa que comprou a refinaria de Pasadena, não contasse nada para a justiça a respeito dele.

A prova disso é uma gravação feita pelo filho de Cerveró, que mostra o senador Delcídio dizendo que poderia ajudar o ex-diretor a fugir para ele não contar nada para a polícia. Delcídio chegou a oferecer R$ 50 mil por mês para Cerveró em troca de o ex-diretor não citar o senador.

A assessoria do senador informou que o advogado dele, Maurício Leite, recebeu uma ligação do Delcídio e embarcou de São Paulo para Brasília para acompanhar o caso.

O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS) (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O senador foi preso no hotel onde mora em Brasília. Ele foi levado para a Polícia Federal em Brasília onde prestou depoimento.

Delcidio vai ficar preso numa cela de 20 m², com banheiro.

A Constituição diz que membros do Congresso não poderão ser presos mas nesse caso, o Senado fez uma votação e decidiu que ele deverá continua preso para não atrapalhar mais as investigações.

História toda resumida

Em outubro, Delcidio foi acusado de receber US$ 1,5 milhão de dólares de propina pela compra da refinaria. Ele negou o fato. Porém, ele também foi citado em outro contrato da Petrobras, sobre o aluguel de navios-sonda. Nesse caso, ele o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o ex-ministro Silas Rondeau, também filiado ao PMDB, foram acusados de receber um suborno de US$ 6 milhões.

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