Ao redor do país, crianças e adolescentes estão unindo forças e participando do projeto Mi Casa, Tu Casa • Minha Casa, Sua Casa para jovens venezuelanos que vivem em abrigos em Roraima. A ação é uma parceria entre o ACNUR (Agência da ONU Para Refugiados) e o Joca para diversas campanhas:

  • Doar livros infantojuvenis em português e espanhol para abrigos em Roraima;
  • Enviar cartas para crianças e adolescentes venezuelanos;
  • Participar de um crowdfunding (“vaquinha” virtual) e colaborar com a compra de itens necessários para o projeto.

Para saber mais e participar, leia a edição 168 do Joca ou acesse o site: conteudo.jornaljoca.com.br/mi-casa. A ação vai até o dia 24 de maio

A seguir, confira depoimentos de jovens venezuelanos que estão vivendo em abrigos de Roraima e de brasileiros que já estão participando da iniciativa.

#pracegover: a jovem venezuelana Karleidys, de camiseta amarela, lê para duas meninas e um menino em abrigo de Roraima. Eles estão em um quintal, sentados em um banco de madeira. Da esquerda para a direita: Joselyn Camila, Adairelys e Abisai. Crédito de imagem: AVSI Brasil

O que dizem os venezuelanos nos abrigos de Roraima?

“Gosto de histórias de aventura e livros de suspense. A criação de bibliotecas aqui seria importante para ajudar a aprender o português, para quem não sabe, e os menores aprenderem a ler. Acho que eu lerei uns dez livros em um mês. A quem enviar livros digo obrigada, pois com os seus livros poderei aprender. Também gostaria de receber uma carta.” Adairelys d. V. A. R., 12 anos

“Na Venezuela, nós não podíamos comer bem, faltava luz… Gosto de ler, é como estar em outro mundo. Gosto de histórias de princesas e reis. Eu quero ler todos os livros que forem enviados.” Joselyn Camila H. O., 9 anos

“Os livros são divertidos porque posso entrar no mundo deles. Na Venezuela, eu não podia ir à escola por causa da pandemia e tinha que estudar pelo WhatsApp. Aqui no Brasil, espero começar uma nova vida.” Karleidys d. T. M. C., 14 anos

“Estou aprendendo a ler e gosto das partes [dos livros] que são emocionantes. Gosto de super-heróis, do Super-Homem e do Homem-Aranha. Gostaria de ter uma biblioteca aqui com histórias do Super-Homem, porque ele livra o mundo das coisas ruins. Ainda não sei ler em português, mas quero aprender. Se tiver uma história para enviar, me mande. E eu te mando uma mensagem. Obrigado!” Abisai J. M. C., 9 anos

Inspire-se em brasileiros que já estão participando do Mi Casa, Tu Casa • Minha Casa, Sua Casa

“Pensei na situação de eu estar na minha casa, com meus pais, enquanto os venezuelanos não estão na casa deles e podem estar sozinhos. Imagino que a minha carta vai deixar um jovem muito feliz e que ele vai querer ser meu amigo. Se eu receber uma resposta, quero saber sobre o país dele, o que eles comem lá.” Helena Y. T., 7 anos, Araçatuba (SP), já mandou uma carta para o projeto

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#pracegover: Helena usa camiseta branca e óculos. Foto: arquivo pessoal

“Achamos que seria legal mandar a carta e fazer amigos, uma forma de enviar algo mais pessoal. Pode ser que os venezuelanos ainda não tenham nenhum amigo aqui no Brasil. Estou torcendo para receber resposta.” Daniel S. R.*, 8 anos, São Paulo (SP), já mandou uma carta para o projeto

“Minha mãe viu o projeto e falou comigo e com meu irmão para participar. É uma forma de acolher os habitantes de outro país, como se fôssemos amigos deles. Quero dizer para os refugiados que tenham paciência, tudo vai se arranjar.” Rafael S. R.*, 11 anos, São Paulo (SP), já mandou uma carta para o projeto

*Daniel e Rafael são irmãos.

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#pracegover: Daniel, à esquerda, usa camiseta preta e tem o cabelo comprido. Rafael, à direta, usa camiseta branca com estampa vermelha. Foto: arquivo pessoal

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 170 do jornal Joca

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Comentários (1)

  • Carol Costa

    5 meses atrás

    Que atitude linda

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