Dois jornalistas, a filipina Maria Ressa e o russo Dmitry Muratov, foram os vencedores do Prêmio Nobel da Paz de 2021. No anúncio oficial, em 8 de outubro, o comitê da premiação afirmou que escolheu os candidatos “por seus esforços para salvaguardar [ou seja, defender] a liberdade de expressão, que é uma condição para a democracia e a paz duradoura”. De acordo com o prêmio, a dupla representa todos os jornalistas que defendem a liberdade de expressão.

#pracegover: Ilustrações da filipina Maria Ressa e do russo Dmitry Muratov, jornalistas vencedores do Prêmio Nobel da Paz de 2021. Crédito de imagem: Niklas Elmehed © Divulgação Prêmio Nobel

Como é a vida dos jornalistas que atuam na Rússia?
Segundo o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), 58 jornalistas russos foram mortos nos últimos 20 anos e mais sete estão desaparecidos. Por lá, pessoas que trabalham em veículos críticos ao governo são consideradas “agentes estrangeiros”, ou seja, vistas pelas autoridades como inimigas do povo russo. Há casos de jornalistas que precisam deixar o país.

Dmitry Muratov é um dos profissionais que simbolizam a resistência da imprensa na Rússia. Ele é editor-chefe e cofundador do Novaya Gazeta, um dos únicos jornais locais que criticam o governo do presidente russo, Vladimir Putin. Seis jornalistas da publicação já foram mortos em situações misteriosas. Muratov é famoso por ter divulgado investigações sobre corrupção no governo local.

E nas Filipinas?
Maria Ressa é cofundadora de uma empresa digital de jornalismo investigativo, que busca estudar e divulgar assuntos de interesse da população. Um dos principais objetivos da entidade é mostrar o abuso de poder e o uso da violência no país. Em uma das investigações, em que Maria expôs um esquema de corrupção que envolveu o presidente filipino, Rodrigo Duterte, ela recebeu ameaças do próprio líder do país.

Atualmente, Ressa enfrenta dez ordens de prisão que a impedem de deixar as Filipinas por causa de suas reportagens. De acordo com o CPJ, 87 jornalistas foram mortos no país nos últimos 20 anos.

1ª SEMANA DA IMPRENSA DO BRASIL
Com o objetivo de informar crianças e adolescentes sobre como funciona a imprensa, por meio de conversas com profissionais da área e acesso a conteúdos e recursos gratuitos, acontece, entre 25 e 31 de outubro, a 1ª Semana da Imprensa do Brasil, realizada pelo Joca e com correalização da Jeduca – Associação de Jornalistas de Educação e do Instituto Palavra Aberta, além do apoio de associações de jornalistas e mídias de todo o país. Acesse o site e acompanhe a programação: semanadaimprensa.com.br.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 179 do jornal Joca

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Comentários (1)

  • FABIANA ROCHA nita

    2 meses atrás

    É incrível como eles defendem a liberdade de expressão

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