No dia 10 de abril, as empresas rivais Apple e Google anunciaram que estão unidas por um objetivo: criar uma tecnologia para monitorar casos de covid-19 e ajudar a impedir que a doença se espalhe mais. O sistema vai usar o Bluetooth (comunicação sem fio de curto alcance) dos celulares para rastrear o vírus e avisar quem teve contato com alguém infectado.

Veja como o sistema vai funcionar, com previsão de lançamento para maio:

1. Quem tiver um celular com sistema Android (da Google) ou iOS (da Apple) poderá baixar o aplicativo.

2. Se você passar mais de dez minutos próximo a alguém com o mesmo aplicativo, o sistema vai salvar o código dessa pessoa no seu celular.

3. Se uma das pessoas que tiveram contato com você receber o diagnóstico de covid-19, ela poderá informar ao sistema sobre a doença. E você vai receber uma notificação avisando que teve contato com alguém infectado. O nome da pessoa permanecerá em segredo por questões de privacidade.

As empresas não criarão o aplicativo, mas vão fornecer as informações para que as autoridades de saúde de cada país desenvolvam o próprio app (no caso do Brasil, essa decisão é do Ministério da Saúde).

O plano é de que, nos próximos meses, a tecnologia funcione direto nos sistemas operacionais dos celulares, dispensando o uso de aplicativos. O usuário vai precisar liberar, manualmente, uma autorização para ser monitorado.

#pracegover: mulher usa máscara de proteção na rua. Ela verifica algo no celular. Foto: Emmanuele Contini/NurPhoto via Getty Images

Tecnologia sul-coreana contra o vírus
A Coreia do Sul abraçou a tecnologia para enfrentar a covid-19. Em março, o governo lançou o aplicativo Segurança de Quarentena, que monitora via GPS quem obrigatoriamente precisa ficar em isolamento social. Outra tecnologia do governo também usa o GPS do smartphone, além de registros de cartão de crédito e até imagens de câmeras de segurança para rastrear onde pessoas contaminadas estiveram e emitir alertas para todos que tiverem contato com elas.

As novidades implantadas levantaram um debate no país sobre até onde é válido invadir a privacidade de alguém em nome de um bem maior, como impedir que o vírus se espalhe ainda mais.

Fontes: Agência Brasil, Apple, Época Negócios, El País, G1, MIT e Superinteressante.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 148 do jornal Joca.

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Comentários (2)

  • Arthur Dias

    1 ano atrás

    muito legal esse aplicativo vai facilitar muito pros médicos e pessoas

  • cristiane moquiuti

    1 ano atrás

    pois e

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