No dia 30 de julho, dois professores norte-americanos instalaram gangorras na cerca que existe entre Sunland Park, nos Estados Unidos, e Anapra, no México, na fronteira entre os países. Os brinquedos têm como objetivo “conectar” as crianças norte-americanas e mexicanas e mostrar que as ações das pessoas de um lado geram consequências para os indivíduos do outro lado.

Quatro dias antes, a Suprema Corte dos Estados Unidos, o mais alto órgão de Justiça do país, havia autorizado o presidente, Donald Trump, a usar verbas do Pentágono (sede do departamento de defesa dos Estados Unidos) para construir um muro na fronteira com o México. Ao todo, foram liberados 2,5 bilhões de dólares (aproximadamente, 10 bilhões de reais).

O uso desse dinheiro para erguer o muro segue sendo avaliado pela Justiça norte-americana. Mas, até que haja uma decisão final, Trump já poderá ter gastado todos os recursos. Com o dinheiro, o governo planeja substituir barreiras que já existem nos estados do Arizona, Califórnia e Novo México por muros mais robustos. Hoje, o que existem são cercas em alguns pontos.

A história do muro

Durante a campanha à presidência, uma das principais promessas de Trump foi a de criar mais barreiras na fronteira com o México a partir da construção de um extenso muro entre os dois países. Segundo Trump, isso ajudaria a restringir a entrada nos Estados Unidos de imigrantes ilegais (pessoas que não têm autorização para ingressar em um território). O presidente os culpa, por exemplo, por contribuir com o aumento da violência no país.

Já os contrários à construção da barreira alegam, entre outras coisas, que o projeto seria caro e não impediria, de forma definitiva, que os estrangeiros entrem ilegalmente nos Estados Unidos.

Gangorras são instaladas na fronteira entre Estados Unidos e México. Foto: Reprodução/Instagram
#pracegover: crianças e adultos brincam em gangorras em cor-de-rosa intenso instaladas entre grades pretas. O local tem chão de terra e lixo espalhados pelo solo. Foto: Reprodução/Instagram.

Fontes: The Independent, The Guardian, Folha de S.Paulo, G1 e Reuters

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 135 do jornal Joca.

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