Quatro anos após ter ficado tetraplégico (sem mexer os membros superiores e inferiores), o francês Thibault (o sobrenome não foi revelado) conseguiu mover os braços e caminhar com a ajuda de um exoesqueleto, um esqueleto externo. O equipamento recebe comandos por meio de dispositivos implantados no cérebro.

A tecnologia foi criada pelo centro de pesquisas Clinatec em parceria com a Universidade de Grenoble, mbos na França, e apareceu em artigo na revista científica The Lancet Neurology, em 3 de outubro.

Depois de receber os implantes, Thibault passou por dois anos de treinamento: ele usava comandos cerebrais para controlar um personagem virtual. Só então partiu para o exoesqueleto — conectado ao teto para evitar acidentes. De acordo com Thibault, dar os primeiros passos com o aparelho fez com que ele se sentisse como o primeiro humano na Lua. A novidade ainda precisa de melhorias para sair do laboratório.

Exoesqueleto da Copa de 2014
Cinco anos atrás, um exoesqueleto foi apresentado na abertura da Copa do Mundo de Futebol, no Brasil. Desenvolvido pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis, o equipamento ajudou um homem paraplégico (que não mexia a parte inferior do tronco e os membros inferiores) a chutar uma bola. O modelo não usava implantes cerebrais.

Thibault
#pracegover: Thibault sorri enquanto usa o exoesqueleto. Foto: reprodução.

Fontes: BBC, Clinatec, Estadão, G1, Galileu, O Globo e The Lancet Neurology.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 140 do jornal Joca.

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