Por Joanna Cataldo

A cada três meses, crianças, adolescentes e adultos com deficiência se reúnem na praia de Itacuruçá, no Rio de Janeiro, para andar de caiaque. Os encontros fazem parte do projeto Unidos Fishing (Um Dia Especial Para Pessoas Especiais), organizado pelo grupo de praticantes de caiaque Unidos Fishing. A última reunião, em julho, teve a presença de 150 participantes. A próxima será em 27 de outubro e já possui 216 inscritos.

Nos encontros, alguns participantes remam sozinhos, enquanto outros dispõem do apoio de um voluntário “caiaqueiro”, responsável por determinado número de inscritos. Do lado de fora da embarcação, ele puxa o barco pela água. Já o participante, dentro do caiaque, diverte-se com o passeio. De acordo com os organizadores, a experiência ajuda a desenvolver o equilíbrio e a coordenação motora.

Membro da comissão de pais do projeto, Luiz Carlos Barbosa contou ao Joca que o projeto fez toda a diferença na vida do filho dele, que tem autismo (transtorno que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir). “Vejo o brilho no olhar dele quando estamos no encontro com os nossos amigos [outros participantes]. É muito gratificante ver a alegria de todos eles”, diz. “Somos uma grande família.”

A opinião dos participantes

#pracegover: a foto mostra Patrick B. sentado em um caiaque nas cores ver de amarela, em uma área de água rasa. Foto: arquivo pessoal.

Patrick B., 23 anos: para ele, andar de caiaque é muito legal. O que mais gosta no projeto é de fazer novas amizades.

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#pracegover: a imagem mostra Grabriela L. e outro jovem dentro de um caiaque nas cores verde e amarelo. O caiaque está dentro da água. Foto: arquivo pessoal.

Gabriela L., 16 anos: acha bom andar de caiaque e recomenda a atividade para todos.

Reportagem originalmente publicada na edição 140 do jornal Joca.

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