Paciente recebe alta e comemora com equipe do Hospital Regional Dr. Abelardo Santos, no Pará | #pracegover: profissionais de saúde e paciente, todos vestidos com roupas hospitalares e máscara no rosto, em corredor de hospital. Foto: Marcelo Seabra/Ag.Pará _Fotos Públicas \ Arquivo pessoal

“Fiz exames de duas pessoas que estavam com coronavírus. Depois de dois dias, comecei a sentir febre, dor de cabeça, calafrio, dor no corpo, cansaço, falta de ar, garganta inflamada, tosse e ausência de paladar e olfato. Fui internado no bloco D do hospital, um local onde ficam as pessoas com covid-19. No segundo dia, fui para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Fiquei 21 dias lá. Depois, voltei para o bloco D, onde permaneci por sete dias, sendo acompanhado de infectologista e fisioterapeuta. Então, retornei para casa e fiquei 30 dias em isolamento, me recuperando. Eu sou um sobrevivente do coronavírus. Tenho muito agradecimento a Deus, à equipe médica que me assistiu, à família e aos amigos que oraram por mim e sempre estiveram comigo. Gostaria que todos respeitassem o isolamento social, usassem máscara e fi cassem em casa. Todos têm que levar a sério essa pandemia.” Erinelson Serrão, 48 anos, técnico de radiologia do Hospital Geral de Roraima, Boa Vista (RR)

#pracegover: Erinelson veste camiseta azul. No pescoço, usa corrente. Foto: arquivo pessoal

“Comecei a desconfiar de que estava com coronavírus quando perdi olfato e paladar. Liguei, então, para o meu infectologista. Ele disse que podia ser corona e sugeriu que eu fizesse o teste para a doença [que deu positivo]. Senti dor de cabeça apenas no começo, isto é, por três dias. Depois, não senti mais nada, além da ausência de olfato e paladar. Apenas tomava analgésico quando sentia alguma dor. Também fui orientado a comprar um oxímetro, mas o aparelho estava em falta em toda a cidade do Rio de Janeiro. O coronavírus, no meu caso, foi bem tranquilo. Porém, em outros casos, o vírus complicou a vida de muitas pessoas. Por isso, tentem cumprir a quarenta e ficar dentro dos protocolos, para que a disseminação da doença seja minimizada e possamos preservar a vida dos outros.” Edgard Raoul, 34 anos, advogado, Rio de Janeiro (RJ)

#pracegover: Edgard usa camiseta branca com estampa em verde. Foto: arquivo pessoal

“Eu comecei só com uma dor de garganta e febre. Minha irmãzinha de um ano ficou mal e foi para o hospital e, quando ela voltou para casa, minha mãe teve que me levar porque eu não melhorava. Meu avô, que é médico, já desconfiava que era coronavírus. O resultado do teste da minha irmãzinha ainda não tinha saído, então eu fi z também lá no hospital. Como eu estava com dificuldade para respirar, fui internada na UTI [Unidade de Terapia Intensiva]. Depois de uns dias, eu fui para casa, mas ainda não estava 100%. Acho que demorou mais umas duas semanas para eu me sentir normal de novo. Hoje eu me sinto bem e forte. Acho que todos deveriam respeitar muito a quarentena e todos os médicos. Os médicos são super-heróis supercorajosos!” Maya A., 10 anos, São Paulo (SP)

#pracegover: Maya segura um skate e na cabeça usa um capacete preto. Foto: arquivo pessoal

Glossário

Unidade de Terapia Intensiva (UTI): local do hospital onde ficam os pacientes que precisam de atenção e cuidados constantes. Geralmente, os indivíduos com quadros mais graves são levados para a UTI.

Infectologista: médico especialista em doenças infecciosas, como a covid-19.

Fisioterapeuta: profissional que faz atividades como massagens e exercícios, entre outras, para tratar o problema de saúde de uma pessoa.

Analgésico: remédio capaz de eliminar ou diminuir as dores.

Oxímetro: aparelho que pode ser colocado no dedo ou na orelha. Mede quanto oxigênio o sangue de uma pessoa está transportando. O nível de oxigênio de quem está com doenças pulmonares tende a ser menor do que o normal, o que prejudica o funcionamento do organismo.

Dicas para a sua quarentena
“O medo de pegar o novo coronavírus tem deixado muita gente insegura. Porém, temos que manter a calma e, principalmente, nos cuidar, não saindo de casa e seguindo as regras de higiene para evitar a contaminação. E devemos seguir uma rotina para preencher o tempo. No tempo livre, é muito importante se ocupar com atividades criativas, como fazer arte, criar ‘coisas’, cozinhar, fazer algum esporte de que goste e, principalmente, pensar positivo, pois assim o tempo vai passando e não sofremos tanto com medos que não nos ajudarão em nada.” Fifa Silveira, arteterapeuta

Fontes: Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 150 do jornal Joca.

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