Para comemorar o Dia Nacional do Cigano, celebrado nessa quarta, (24) em homenagem a Santa Sara Kali, padroeira universal dos ciganos, a Associação Nacional das Etnias Ciganas (Anec), programou rodas de conversa e apresentações culturais, em Brasília.

Em todo o mundo os ciganos são conhecidos por serem um povo nômade, cheio de cores, música, ouro, dança.

No Brasil, a primeira família cigana chegou por aqui em 1574. Hoje estima-se que mais de 13,5 mil ciganos vivam no Brasil, segundo o Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal).

A comunidade cigana em Brasília está representada, em sua maioria, pela etnia calon, a mais numerosa do país.

Eles possuem costumes, roupas e um idioma diferente de outras duas etnias que vivem no Brasil: os rom – descendentes de romenos – e os siti – da Alemanha, Itália e França.

Os calons têm como segunda língua o “chibi”, dialeto de origem portuguesa.

De acordo com a tradição os ciganos calons descendem de povos da Espanha e Portugal. São cavaleiros, homens que trabalhavam com animais e comércio do ouro no Brasil.

Por costume, os ciganos casam entre si para manter a cultura e não permitir que os membros deixem o grupo.

“Cigano não namora, o amor vem do olhar.”, explicou o líder da comunidade. E a festa de casamento dura de três a quatro dias.

O grupo diz não acreditar na ‘leitura da sorte’. Eles dizem que “ler a mão foi uma forma de sobrevivência para as mulheres, era uma questão de crença”.

Os povos ciganos conhecem muitos remédios caseiros e usam ervas medicinais.

Dia Nacional

Há 11 anos, em 24 de maio, é comemorado o Dia Nacional do Cigano.

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