Dona Coral Charles-Dunne de 91 anos que faz peitolas de tricot para um projeto que ensina novas mães sobre amamentação!


Pesquisa inédita mostra que, para os mais jovens, quem passa dos 60 anos vive cansado, usa bengala e gosta de fazer tricô

Vergonha de ir à praia, de ter rugas, de caminhar devagar. Esses são os principais temores de crianças e adolescentes quando se imaginam na terceira idade. É o que mostra a fase qualitativa da pesquisa “Como os brasileiros encaram o envelhecimento”, realizada pelo Instituto QualiBest, a pedido da Pfizer.

A etapa realizada com os mais jovens ouviu participantes de 10 a 17 anos, por meio de uma interação digital. Já a fase anterior, de caráter quantitativo, envolveu 989 adultos, entre 18 anos e 61 anos ou mais, de todas as regiões do País.

Além de esboçarem preocupações estéticas, os pequenos também demonstram receios relacionados a possíveis limitações físicas e à perda da autonomia no futuro. “Sinto receio de que, com 70 anos, eu não consiga mais fazer coisas que fazia antes”, afirma um menino, na faixa etária de 10 a 13 anos.

Algumas crianças acreditam que esse processo de desgaste físico ocorre já entre os adultos jovens. “Sinto meu corpo cansado, difícil de me mover, doído”, diz uma criança de 10 a 13 anos que foi incentivada a se imaginar aos 35.

Apesar disso, é senso comum entre os entrevistados a ideia de que “o envelhecimento é um processo natural da vida”.

A pesquisa mostra ainda que o público infanto-juvenil acredita que quem passa dos 60 anos é aposentado, vive cansado, usa bengala e gosta de fazer tricô, jogar baralho, conversar e ouvir música antiga.

 

Além disso, na visão desse grupo, seria surpreendente encontrar idosos que gostassem de tocar guitarra, ler livros de suspense, andar de skate e jogar videogame.


“A imagem do idoso como uma pessoa desocupada, que passa o tempo jogando baralho e fazendo tricô, está muito ultrapassada”, afirma a psiquiatra Rita Ferreira, responsável pelo Programa da Terceira Idade, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).

A médica atribui essa percepção infantil ao preconceito ao idoso.

Hoje, muitas pessoas continuam ativas, inclusive profissionalmente, após os 60 anos.

 


Visão jovem

 

Os entrevistados acreditam que, na vida adulta, terão concluído os estudos, irão trabalhar, viajar e ter sua própria moradia.  Também chama a atenção o desejo por autonomia.

Convidado a se imaginar quando estiver na faixa etária entre 20 e 30 anos, um adolescente afirmou que nessa etapa da vida estará “morando sozinho, comendo muita lasanha congelada”.

A importância da tecnologia é outro elemento marcante nas respostas dos entrevistados. “Com mais de 65 anos vou aproveitar as novas tecnologias para esticar a vida mais um pouquinho e viver com mais qualidade”, disse um menino dessa mesma faixa etária entre 10 e 13 anos.

Aparência

Crianças e adolescentes valorizam as pessoas que, ao envelhecer, se mantêm com boa aparência e saúde. Como principais referências públicas do envelhecimento inspirador, destacam o apresentador e empresário Sílvio Santos, por ter um espírito jovem aos 84 anos.

O cartunista e empresário Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, é citado por levar adiante muitas realizações aos 80 anos. Os entrevistados também apreciam celebridades que aparentam ser mais jovens, como a apresentadora Xuxa, o cantor inglês David Bowie e o ator norte-americano Will Smith.

A figura dos avós é a referência mais próxima que os jovens têm dos idosos. A eles são associados atributos como ternura, amor e bom humor. “Pensei nos meus avós. O que tem de legal nessas pessoas é a humildade e o companheirismo. Acho que são um ótimo exemplo. Eu faria tudo igual a elas”, declarou uma criança, entre 10 e 13 anos.

 

 

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