Após ser atingida por um incêndio em 15 de abril, a Catedral de Notre-Dame, em Paris, na França, passará por um processo de reconstrução. Além de doações para reerguer o local (até o fechamento desta edição já tinham sido arrecadados cerca de 3,5 bilhões de reais), o governo do país lançou um concurso internacional de arquitetura para uma nova “flecha” — a torre mais alta da catedral, que tinha 93 metros.

Em pronunciamento, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que pretende reerguer a catedral em cinco anos. Enquanto isso, os visitantes serão recebidos em uma réplica do monumento feita de madeira, que será construída o quanto antes.

O que foi salvo?
Apesar de o incêndio ter destruído o telhado da Notre-Dame e a torre principal, as duas torres da fachada estão “a salvo e totalmente preservadas”, de acordo com declaração do comandante do Corpo de Bombeiros de Paris, Jean-Claude Gallet.

Além disso, por causa de obras que ocorriam no local, algumas estátuas de bronze do telhado haviam sido removidas antes da tragédia. Outro item importante também foi salvo: restos da coroa de espinhos que pode ter sido usada por Jesus Cristo foram retirados do cofre da catedral antes de serem atingidos pelo fogo.

#pracegover: a foto mostra a fachada da Catedral de Notre-Dame antes do incêndio, durante o dia. É possível ver a torre principal em destaque no centro, ao lato da estrutura. Foto: Getty Images.

 

#pracegover: a foto mostra a Catedral de Notre-Dame pegando fogo. É possível ver a fachada da catedral e o fogo bem no centro. Imagem: Michel Stoupak/NurPhoto via Getty Images.

Local histórico
A Catedral de Notre-Dame recebia cerca de 13 milhões de visitantes por ano. Ela começou a ser construída em 1163 e demorou cerca de 200 anos para ficar pronta. Notre- -Dame foi palco de acontecimentos importantes, como a coroação de Napoleão Bonaparte como imperador da França, em 1804. Além disso, serviu de inspiração para o livro O Corcunda de Notre-Dame, escrito por Victor Hugo em 1831, e para os filmes de mesmo nome.

Fontes: BBC, El País, Estadão, Exame, Folha de S.Paulo, G1, Metro Jornal e rádio Jovem Pan.

Notícia publicada originalmente na edição 130 do jornal Joca.

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