#pracegover: a imagem mostra o rosto de dois botos-cor-de-rosa. Eles estão de boca aberta e olham para cima. Crédito: Getty Images.

Um estudo feito por cientistas brasileiros e publicado na revista científica britânica PeerJ em 19 de abril revelou que botos-cor-de-rosa usam 237 sons diferentes para se comunicar. Até então, acreditava-se que esses animais, habitantes de rios da região amazônica, comunicavam-se usando menos recursos por viver em grupos pequenos.

A pesquisa, realizada com botos do gênero Inia que aparecem em águas perto do mercado de peixe do município de Mocajuba, no Pará, mostrou que, na verdade, eles interagem bastante uns com os outros. Para chegar a essa conclusão, o estudo usou câmeras e microfones subaquáticos, que fizeram mais de 20 horas de gravação, além de amostras de DNA coletadas dos animais.

Os tipos de sons mais comuns entre os 237 identificados foram os que são emitidos na presença de filhotes, o que pode demonstrar comunicação entre as mães e eles.

A partir desse estudo, os pesquisadores acreditam que será possível entender melhor como aconteceu a evolução de comunicação por meio de sons entre os cetáceos (mamíferos aquáticos, como baleias, golfinhos e botos). A pesquisa também poderá ajudar a compreender se os botos-cor-de-rosa são afetados por ruídos produzidos por seres humanos, como os das embarcações nos rios.

Botos e golfinhos
De acordo com os cientistas, os ruídos produzidos pelos botos do estudo têm som mais “longo” e com menos assobios do que os que são emitidos por golfinhos (mamíferos aquáticos encontrados nos oceanos e também em rios).

Além disso, existem sinais de que, entre os botos, assobios são usados para afastar outros grupos de animais, enquanto entre os golfinhos esses sons servem para comunicação — pesquisas já encontraram indícios de que os assobios emitidos pelos golfinhos podem ser usados para chamar uns aos outros por um tipo de nome.

Esta matéria foi originalmente publicada na edição 731 do jornal Joca.

Fonte: BBC, G1 e PeerJ.

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