Catederal-Sevilha-Espanha-Coronavirus
Em Sevilha, na Espanha, pessoas rezam na catedral. A cidade, assim como outras regiões do país, entrou na chamada “Fase 1” de transição do confinamento em razão do novo coronavírus. Foto: Marcelo del Pozo/Getty Images.

Alguns países da Europa, Nova Zelândia e regiões dos Estados Unidos começaram a amenizar regras de quarentena. Uma das principais boas notícias veio da Nova Zelândia, onde a primeira-ministra, Jacinda Ardern, afirmou, em 27 de abril, que a quarentena teve resultados positivos e o país não tinha mais casos de contaminação interna (quando a doença é transmitida dentro do território) — a população ficou em casa por mais de quatro semanas. Por isso, o governo decidiu autorizar a reabertura de algumas empresas e escolas.

“Na minha cidade ainda falta abrir algumas lojas e as aulas voltarem, porque por enquanto só tem aula on-line. Mas gostei bastante de comer muito chocolate e comida japonesa e abraçar meus amigos quando as coisas reabriram”, contou ao Joca Miguel Antônio R., 6 anos, de Queenstown, na Nova Zelândia.

Miguel Antônio R., 6 anos, morador de Queenstown, na Nova Zelândia. Foto: arquivo pessoal

Confira medidas tomadas recentemente por outros quatro países

Estados Unidos: alguns estados começaram reaberturas. Em Indiana, que tem cerca de 25 mil casos, a maioria das regiões permitirá reuniões com mais de 25 pessoas e restaurantes vão abrir com 50% da capacidade, em 11 de maio. Já no estado de Nova York, onde o número de casos ultrapassa 340 mil, a recomendação continua sendo ficar em casa.

Israel: com as escolas fechadas desde 12 de março, o governo decidiu começar uma reabertura gradual em 3 de maio. Enquanto nas creches e jardins de infância as turmas foram divididas pela metade — para que cada uma dessas partes frequente o colégio três vezes por semana (os israelenses também têm aulas aos domingos) — os estudantes do 1º ao 3º ano têm aula todos os dias, em salas de até 15 alunos. A partir da 4ª série, a volta deve acontecer em 1º de junho. No entanto, algumas cidades, como Tel Aviv, decidiram ainda não retomar as aulas.

Correspondente internacional
“As minhas aulas ainda não voltaram, mas as de algumas séries, sim. Já foi anunciado que todas vão voltar até o fim de maio. As salas de aula têm álcool em gel e as crianças só precisam usar máscara na hora do recreio. Aqui em Israel as coisas já estão voltando ao normal, com a obrigação de todos usarem máscaras fora de casa.” Rony C., 10 anos, de Nahariya, Israel

Rony C., 10 anos, morador de Nahariya, Israel. Foto: arquivo pessoal


Espanha: além da medida focada nos jovens (saiba mais na edição 148), em 2 de maio, os outros habitantes puderam começar a sair para passear e praticar esportes. Cada faixa etária pode ficar fora em determinado horário. A medida faz parte de um projeto para relaxar o isolamento, caso a pandemia continue desacelerando no país.

Correspondentes internacionais
“Estou saindo para andar de bicicleta com a minha mãe, está sendo muito gostoso. Eu acho que as pessoas pararam um pouco de se preocupar, porque vi a maioria sem máscara. Não tem ninguém se abraçando, mas não tem distância entre elas.” Catalina P. de M., 13 anos, de Madri, Espanha

Catalina P. de M., 13 anos, moradora de Madri, Espanha. Foto: arquivo pessoal

“Já saí mais ou menos quatro vezes em uma semana, foi muito bom sentir o ar de liberdade. Saí com a minha mãe para andar de bicicleta, porque só pode um responsável por criança.” Nicolás P. de M., 14 anos, de Madri, na Espanha.

Nicolás P. de M., 14 anos, morador de Madri, na Espanha. Foto: arquivo pessoal

Portugal: em maio, o governo começou a amenizar regras da quarentena anunciada em março. Foi permitida a reabertura de pequenos comércios, por exemplo. Concentrações de mais de dez pessoas estão proibidas. Para a segunda metade do mês está previsto o retorno das aulas do ensino médio — os outros anos seguirão com aulas on-line, com retorno previsto para setembro, quando um novo ano letivo começa por lá.

Correspondentes internacionais
“Estou tendo aulas on-line, por videochamada. Para mim, mesmo com a abertura de alguns locais, a situação segue igual porque eu não saí de casa. Mas tem muitos carros na rua e pessoas passando, algumas sem máscara.” Juliano Z. C. B., 9 anos, de Braga, Portugal

Juliano Z. C. B., 9 anos, morador de Braga, Portugal. Foto: arquivo pessoal

“Na quarentena, tenho que ficar estudando e a professora manda muitos trabalhos para fazer. Agora que está acabando [a quarentena], sigo com aulas on-line da escola e também de violão e inglês.”
Vinicius S. da S., 9 anos, de Braga, Portugal

“Tenho aulas on-line todos os dias. [Mesmo com a abertura], a escola vai continuar fechada e só abre em setembro, quando começa o próximo ano letivo. Também estou tendo aulas de piano por um aplicativo.”
Gustavo S. da S., 12 anos, de Braga, Portugal

Os irmãos Vinicius S. da S., 9 anos, e Gustavo S. da S., 12 anos, moradores de Braga, Portugal. Foto: arquivo pessoal

Outros correspondentes da Nova Zelândia

“Minha mãe trabalha em um hospital, com idosos, por isso ainda tomamos vários cuidados em casa. Quando ela chega, esperamos ela tomar banho para depois dar um abraço nela. Posso sair para andar e coisas assim no nosso quarteirão.” Olivia V. T., 7 anos, de Auckland, na Nova Zelândia

“Minha mãe começou o lockdown até antes do governo, porque ela não achou seguro ir para a escola. Ficamos em casa, não estamos saindo muito, mas tenho contato com meus amigos pela internet e, às vezes, vejo eles do outro lado da rua, mas só conversamos de longe.” Bernardo V. T., 11 anos, de Auckland, na Nova Zelândia

Os irmãos Bernardo V. T., 11 anos, e Olivia V. T., 7 anos, de Auckland, Nova Zelândia. Foto: arquivo pessoal

“Ainda estou em isolamento, mas estou no nível 3 há duas semanas. Antes disso fiquei cinco semanas em nível 4, em que eu só podia sair de casa para coisas como pegar compras e ir para a farmácia. Agora posso brincar no parque perto da minha casa e ficar pelo bairro, mas ficando a pelo menos 2 metros das outras pessoas. Provavelmente na próxima semana vamos entrar no nível 2, em que muitas coisas vão voltar ao normal, mas ainda vamos precisar praticar distanciamento social.” Caio T. S., 12 anos, de Auckland, Nova Zelândia

“Já tem um mês que estou em isolamento. Só o papai voltou a trabalhar, mas as coisas na minha cidade ainda não voltaram ao normal. Estudei pela internet e gostei, mas sinto falta da escola e dos meus amigos. Quando tudo voltar ao normal quero brincar com eles e ir para a escola.” Lara de A. F., 9 anos, de Hamilton, Nova Zelândia

“Eu fiquei em isolamento aproximadamente 4 semanas. Algumas lojas e restaurantes voltaram a funcionar, mas a gente não pode entrar, temos que pedir as coisas online e ir buscar depois. Já podemos ir para a praia e parques e também expandir a nossa bolha social, porém escolas e alguns comércios ainda estão fechados.” Laura M., 15 anos, de Auckland, Nova Zelândia

Laura M., 15 anos, de Auckland, Nova Zelândia

Fontes: BBC, Estado de Minas, Exame, Folha de S.Paulo, G1, Jovem Pan, Nexo, Organização Mundial da Saúde (OMS), Pleno News, Publico, R7, The New York Times, TSF Rádio Notícias, TVI 24 e Wall Street Journal.

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Comentários (3)

  • Juju

    2 meses atrás

    São tantas ações que estamos fazendo mas será que todas sao boas ?

  • Sabrina

    2 meses atrás

    a natureza está sem a presensa humana agora

  • Nezuko-chan

    2 meses atrás

    Olha eu acho que o a quarentena tem uma lado bom gente a natureza esta recuperando a família esta mais unida nos estamos evoluindo

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