Na sala de aula, em junho deste ano, o convite da professora para ir à lousa completar uma atividade de matemática foi negado pelos estudantes Victor da C. e Lupércio L., de 6 anos. Eles são alunos de Brunilde Silva, que leciona a estudantes do 1º ao 3º ano do ensino fundamental da escola indígena municipal Kanata T-ykua, localizada a seis horas de barco de Manaus, no Amazonas.

Unisí (água doce) e Suni Kuira (neguinho), nome dos dois alunos na língua do povo kambeba, estavam matriculados no ensino infantil em 2020, quando as aulas presenciais foram interrompidas em todo o país por causa da pandemia de covid-19. Em 2021, eles chegaram ao 1º ano do ensino fundamental sem conseguir identificar os números e as letras, conteúdo previsto na educação infantil. A dificuldade pode atrasar a alfabetização dos alunos, alertam especialistas.

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#pracegover: Lupércio posa para foto com camisa da seleção brasileira de futebol ao lado de um pássaro. Foto: Larissa Martins

O jeito é correr atrás do prejuízo este ano, dando atenção às dificuldades de cada estudante, observa Serai, nome kambeba da professora Brunilde, que significa frio. As aulas presenciais foram retomadas em 31 de maio. O Joca acompanhou de perto a empolgação das crianças na volta à escola. À reportagem, elas disseram sentir falta do tempo em sala com a professora e os colegas. Porém, ao longo do dia, as máscaras usadas na chegada foram deixadas de lado. Entre os motivos, a falta de ventilador para refrescar o calor de mais de 30ºC.

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#pracegover: Victor com camisa do Flamengo olha para pássaro que está em seu ombro. Foto: Larissa Martins

No ensino infantil, enquanto a solução não chegava, a professora Raynete Silva testou um jeito de espantar o calor e diminuir o risco de contaminação. Levou os seis alunos para uma atividade ao ar livre, convidando-os a buscar folhas, flores, galhos, sementes e pedras para aprender a contar de zero a dez. WueraKuira (nome kambeba de Raynete, que significa pássaro) espera que a nova turma de ensino infantil, há apenas dois meses fora da sala, tenha menos prejuízos do que a anterior. “É na educação infantil que as crianças vão alimentar o interesse pela educação e ter menos dificuldade lá na frente”, diz.

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Alunos do ensino infantil em atividades ao ar livre na volta às aulas. #pracegover: os estudantes estão em meio a árvores. Um deles usa máscara. Foto: Larissa Martins

Desafios
Durante a pandemia, a Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed), responsável por cuidar das escolas da cidade, ofereceu aulas on-line e pela TV local com o programa Aula em Casa. Mas, na Comunidade Três Unidos, onde vivem os indígenas kambeba, a eletricidade e a internet eram ruins. Além disso, a TV, por assinatura, não transmite o canal educativo local. Nenhuma alternativa foi oferecida pela Semed à comunidade durante o período.

O jeito encontrado pelos professores era imprimir o material quando iam ao centro de Manaus ou criar as próprias atividades e escrevê-las à mão. Os exercícios eram entregues às famílias uma vez por semana durante o isolamento social. Em outro dia da semana, os professores passavam para recolher as atividades e conversar com os pais. “Nem sempre os exercícios estavam prontos, porque os pais não tinham tempo de acompanhar de perto”, diz Deuzinei Braga, professor de educação infantil em 2020. “Então, eu recolhia as atividades na semana seguinte.” Iguara (nome indígena de Deuzinei, que significa onça) sentiu falta de tecnologia para dar mais suporte a distância. O resultado foi uma queda da média de notas das avaliações de desempenho da turma — de bom, em 2019, para regular, no ano seguinte.

Apenas em março deste ano, apostilas com o conteúdo do programa Aula em Casa foram entregues aos alunos da escola pela Semed. Ou seja, os estudantes ficaram um ano sem material didático. Porém, o conteúdo da apostila e das avaliações é o mesmo trabalhado nas outras escolas do município e não leva em conta a língua, o modo de vida e a história de cada povo, o que desrespeita a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996.

“A Semed oferece conteúdos totalmente diferentes da nossa realidade da cultura indígena. Para a gente, educação de qualidade começa na realidade da criança, nos nossos conhecimentos e no que é vivenciado”, diz o gestor da escola, Raimundo Kambeba. A falta de material didático específico afeta quase metade das escolas indígenas do Brasil, segundo o Censo Escolar da Educação Básica de 2020.

Outra reclamação da comunidade foi a dificuldade de manter as crianças bem alimentadas na pandemia. Segundo as famílias, a merenda escolar chegou apenas nos três primeiros meses de interrupção de aulas presenciais.

No dia 19 de julho, um mês após ser procurada pela reportagem do Joca, a Semed informou que visitou a escola e resolveu a “situação precária” enfrentada há mais de três anos pela instituição. A secretaria providenciou 16 ventiladores, dez cadeiras especiais para os alunos da educação infantil, frigobar, lancha escolar, impressora, internet, água e energia elétrica.

Segundo Raimundo Kambeba, também em julho, a Semed repassou aos educadores indígenas a responsabilidade pela parte pedagógica. Assim, currículos e apostilas adaptados à realidade de cada povo poderão ser elaborados. Quando a reportagem esteve na escola, os professores já trabalhavam em um dicionário kambeba-português.

O Joca não teve resposta da secretaria sobre a merenda escolar nem acesso aos resultados das avaliações em escolas indígenas de Manaus.

Aprendizado tradicional
O direito à educação escolar indígena foi prejudicado com a interrupção das aulas presenciais e pela falta de acesso à internet nas aldeias, analisam especialistas de educação consultados pelo Joca. Isso pode representar atrasos na leitura e na escrita. Depois desse tempo longe da escola, também pode ser mais difícil convencer os alunos a ficar na sala de aula sem querer voltar logo para casa.

Por outro lado, as crianças indígenas, na companhia das famílias e da comunidade, tiveram acesso ao conhecimento tradicional e mantiveram um dos aprendizados mais importantes na primeira infância: a interação social. É o caso do Victor, o mesmo que teve dificuldade com os números no começo desta reportagem. No segundo dia de aula, ele falava da vontade de voltar logo para casa e brincar de “manja-pega” (um tipo de pega-pega) no rio Cuieiras, onde adora navegar na sua pequena canoa. Ele aprendeu a navegar durante a pandemia e acompanhou o pai, praticante de canoagem, na confecção da embarcação — desde a procura da árvore ideal até o corte da madeira e a montagem da canoa.

A cada ano, toda a comunidade se reúne para escolher um tema relacionado à cultura indígena a ser trabalhado na escola. A construção de canoas kambeba foi o escolhido em 2020. Em anos anteriores, grafismo, arco e flecha e dança foram explorados.

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#pracegover: jovem indígena com vestido branco em frente à margem de rio. Ela usa colar e um enfeite na cabeça. Foto: Martina Medina

Diferenças no estudo
Educação indígena e educação escolar indígena não são a mesma coisa. A primeira não acontece apenas nas salas de aulas, e sim em toda a comunidade. Brincar com outras crianças, acompanhar os pais em passeios na mata, no trabalho na roça, na caça e na pesca, fazer pinturas no corpo, fabricar artesanatos, ouvir as histórias contadas pelos mais velhos, cantar, dançar… Tudo isso são modos de aprender para esses povos. “Aqui, os alunos são preparados tanto para viver na aldeia como em qualquer lugar do mundo”, afirma o gestor Raimundo Kambeba. “Eles têm acesso a uma educação intercultural, em que aprendem a ter orgulho de ser indígenas onde quer que estejam.”

Durante a pandemia, a escola Kanata T-ykua aproveitou o conhecimento dos pais para estimular brincadeiras, contação de histórias, danças, cantos e grafismos indígenas dentro de casa e em toda a comunidade, nos momentos em que a pandemia permitiu mais encontros. Isso gerou ainda mais aproximação entre as famílias e a escola — e manteve o aprendizado das crianças mesmo fora da sala de aula.

• Há 15 milhões de crianças de até 6 anos no Brasil.

328,6 mil estão fora da pré-escola em todo o país.

• A cada cem crianças que vivem no Brasil, uma é indígena.

Fonte: IBGE.

Primeira infância

O que é?
Fase até os 6 anos em que a criança tem experiências que são levadas pelo resto da vida e constrói as bases do seu aprendizado.

Por que a escola é importante nessa fase da vida da criança?
O ensino infantil (até 5 anos) é fundamental para o desenvolvimento, segundo a psicopedagoga Quézia Bombonatto. “Na escola, as crianças brincam umas com as outras, interagem com adultos, lidam com emoções, descobrem novas palavras, têm contato com materiais diferentes, desenvolvem o pensamento lógico, tomam decisões, criam uma rotina… Descobrem que fazem parte de um meio maior, além da família”, explica

O que se aprende?
Brincando, a criança aprende a se conhecer, a conhecer os outros e o ambiente ao redor. Entre os conteúdos abordados estão:

• Linguagem falada e escrita;

• Medidas e números;

• Noção de tempo, espaço e quantidade;

• Movimentos do corpo, equilíbrio e coordenação motora;

• Artes, cores e meio ambiente;

• Interação e organização social (esperar a vez de falar, conversar e cooperar).

Nas comunidades indígenas
Entre os indígenas, a escola na primeira infância é opcional. Até os 6 anos, o mais importante é que as crianças aprendam o modo de vida de seu povo e sua língua. Porém, em aldeias que estão muito próximas de cidades, pais e mães, para sobreviver, precisam trabalhar fora. Nesse caso, a educação infantil é uma alternativa para formar o aluno nas tradições e na língua indígena na ausência dos pais. É o que acontece na escola Kanata T-ykua.

Quais as consequências de passar um ano fora da escola?
“Um ano para uma criança na primeira infância é muito tempo, porque concentra muitas mudanças”, diz Quézia. Esse é o período da vida em que ela mais aumenta de tamanho, amadurece o cérebro, aprende a lidar com o corpo e os sentimentos e a se relacionar com as outras pessoas. A perda de conteúdos como letras e números pode atrapalhar na alfabetização, no aumento do vocabulário e no aprendizado de matemática, como fazer contas, nas séries futuras.

Já a criança indígena teve ganhos em relação a uma criança da cidade porque pôde explorar a comunidade durante a pandemia. Os indígenas aprenderam com os adultos a pesca, a roça, a canoagem, conheceram árvores e animais, além de brincar com outras crianças, apontam os especialistas. Mas também houve perdas. “As consequências da falta de escolarização que prepara para a escrita devem ser sentidas no futuro”, opina Quézia.

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Aprender a pescar e navegar em canoas faz parte da educação indígena na Comunidade Três Unidos, banhada pelo rio Cuieiras | #pracegover: menina dentro de canoa em rio. Foto: Larissa Martins

Fontes: Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Diretrizes Curriculares Nacionais Para a Educação Infantil e Referencial Curricular Nacional Para a Educação Infantil

Crianças indígenas e covid-19
Os indígenas foram uma das primeiras populações do país a serem vacinadas. Isso aconteceu porque eles são historicamente mais afetados por epidemias. A segunda dose chegou à Comunidade Três Unidos em março, mas apenas os adultos foram imunizados — ainda não há previsão para que crianças recebam a vacina contra a covid-19, que está sendo testada para essa faixa de idade (saiba mais sobre a vacinação em jovens na página 3). “O problema é que elas podem pegar o vírus, mesmo tendo sintomas leves, e espalhar entre elas e para a comunidade”, diz o gestor Raimundo Kambeba.

Segundo ele, os adultos foram infectados nas duas ondas da doença, mas não houve mortes e ninguém teve de ser internado na cidade. Em maio, as aulas na escola Kanata T-ykua foram retomadas de forma semipresencial: duas vezes por semana. Dois meses depois, as aulas presenciais já estão acontecendo quatro vezes por semana.

Em resposta à reportagem, o Ministério da Educação afirmou que o Brasil manteve as escolas fechadas por mais tempo enquanto alguns países reiniciaram as aulas independentemente de imunização. “Não há dados que indiquem a necessidade de vacinação de crianças. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que a vacinação de crianças ainda não é prioridade”, afirma o órgão.

Máscara
A OMS e o Fundo das Nações Unidas Para a Infância (Unicef) não recomendam o uso de máscara contra covid-19 para crianças de até 5 anos. Elas têm menor risco de infecção e precisam de ajuda para utilizar o acessório, segundo as entidades. Dos 6 aos 11 anos, a utilização deve ser avaliada de acordo com a situação e os riscos de infecção. Pessoas a partir de 12 anos devem seguir as mesmas recomendações de uso de máscara que os adultos.

Indígenas no Brasil
Existem 305 etnias indígenas no país. Cada uma delas tem sua própria história e tradições. Quando os europeus chegaram, cerca de 500 anos atrás, estima-se que havia mais de mil povos ocupando a região hoje chamada Brasil. Muitos deles moravam aqui há pelo menos 12 mil anos. Hoje, são 896.917 indígenas, falando mais de 274 línguas. As crianças representam em torno de 40% dessa população.

Cerca de 55% da atual população indígena vive na Amazônia Legal. O Amazonas é o estado com a maior quantidade de indígenas do Brasil. São 183 mil nativos, divididos em 65 povos.

Fontes: Censo 2010 e livro Mirim – Povos Indígenas do Brasil, do Instituto Socioambiental

Educação escolar indígena
Antigamente, as escolas indígenas só ensinavam conhecimentos não indígenas, sendo um instrumento dos governos para integrar os indígenas à sociedade sem considerar a cultura desses povos, explica Gersem Baniwa, antropólogo indígena e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A partir da Constituição de 1988 e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, essa realidade mudou. Hoje, as escolas indígenas são diferenciadas, ou seja, buscam promover os saberes, as línguas e os modos de vida desses povos. Além das disciplinas do aprendizado escolar regular, como português e matemática, são ensinadas leis e os direitos dos indígenas na sociedade brasileira.

A finalidade, explica Gersem, é equilibrar o acesso a conhecimentos indígenas e não indígenas, garantindo a continuidade dos povos em sua diversidade e um convívio mais justo fora das aldeias. Essa mudança impulsionou o número de escolas indígenas de 67, em 1975, para as mais de 3 mil existentes hoje.

Apesar da garantia da lei, nem sempre as características específicas de cada povo são valorizadas nas escolas, que dependem de investimentos dos governos municipais, estaduais e federal.

Política da educação escolar indígena
O MEC informou que prevê para o segundo semestre de 2021 a implantação do I Plano Nacional de Educação Escolar Indígena. Governos federal, estaduais e municipais devem se comprometer a colocar em prática projetos que melhorem as escolas indígenas no país, como a construção de prédios e a criação de materiais didáticos e avaliações específicas.

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Atividades ao ar livre buscam diminuir o risco de infecção pela covid e aproximar os alunos da cultura kambeba | #pracegover: menino segura fruto entre os dados. Foto: Larissa Martins

Fontes: Cacique Ubiratã Gomes, educador indígena; Maria Cristina Troncarelli, educadora especialista em educação escolar indígena; Poty Poran, educadora indígena; Raimundo Barradas, secretário executivo adjunto pedagógico da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc-AM

Dados
267 mil alunos indígenas
36 mil matriculados na educação infantil
Todos os 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal, têm escolas indígenas
3.345 escolas indígenas
100% usam língua indígena
92% sem internet
59% sem água filtrada
46% sem material didático específico
32% sem energia elétrica
30% sem prédio
• O Amazonas concentra um terço da quantidade de escolas (1.062) e alunos (70.582) indígenas do Brasil

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Crianças são identificadas pelo nome indígena em sala de aula | #pracegover: menina sentada em carteira escola, com seu caderno. Em frente à carteira, uma placa com o nome Yasikuira. Foto: Larissa Martins

Cultura kambeba
A Comunidade Três Unidos é formada por mais de cem pessoas, divididas entre 32 famílias da etnia kambeba. Surgiu quando três irmãos foram a Manaus em busca de assistência de saúde após a morte de um parente por uma doença, em 1991. Eles vinham das terras indígenas Igarapé Grande e Jaquiri, na região do Médio Solimões, a mais de quatro dias de distância de barco da capital.

No interior de Manaus, perceberam que poderiam ter acesso a mais serviços públicos, como educação e saúde, mantendo-se unidos e preservando sua cultura em meio à floresta amazônica. Assim, decidiram ficar por lá.

Outros 52 kambeba seguem vivendo nos territórios indígenas do Médio Solimões. No total, há cinco comunidades kambeba no Brasil, onde vivem 744 pessoas. Também há povos dessa etnia no Peru, onde são conhecidos como omáguas.

Deus Tururucari
Diz a tradição que o deus Tururucari gerou, de duas gotas de água, o primeiro homem e a primeira mulher kambeba. É por isso que o nome original dos kambeba é omágua: povo das águas. Kambeba (cabeça chata) foi um apelido dado pelos tikuna, outro povo indígena.

Diamantina Cruz, conhecida como Babá, de 59 anos, liderança indígena kambeba, conta que Tururucari tem a aparência de uma pessoa. Ele usa calça social e um paletó verde, da cor das folhas das árvores, e uma kapara, o cocar de madeira usado pelos kambeba. Segundo as tradições, o Tururucari protege a aldeia, cura os doentes e aparece nos sonhos para dar conselhos. O nome de Babá em kambeba é Itakawaras e significa diamante.

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A líder Babá descasca macaxeira | #pracegover: mulher sentada com faca e macaxeira descascada nas mãos. Foto: Larissa Martins

Curupira
Na aula que o Joca acompanhou, o som dos pássaros ao redor se misturava ao uivo das crianças do ensino infantil. Elas brincavam de imitar o curupira, “uma criatura fantástica que espanta as pessoas da floresta para preservar a mata”, explicaram os alunos. 

Glossário
Conheça algumas palavras e expressões na língua kambeba:

Katu xisi – bom dia
Katu eruka – boa tarde
Xitu manitu – muito obrigado
Mamixi – menina
Yapã – vamos
Muimuia – cobra
Uka – casa
Muipiruata – arco-íris
Kanata T-ykua – luz do saber

Reportagem originalmente publicada na edição 173 do jornal Joca.

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Comentários (1)

  • Maria

    2 meses atrás

    menos benefícios para o legislativo e judiciario e MAIS investimento nos povos.

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